Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e outros: os nomes na sucessão até aqui
Prazo para troca de partido e saída de cargos acelera definições e consolida nomes na disputa pelo Planalto neste ano
atualizado
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Com a janela partidária e o prazo para desincompatilização de cargos se aproximando, com fim nesta semana, as candidaturas ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano começam a se definir com mais clareza.
O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro. Mais de 150 milhões de brasileiros irão às urnas para escolher, entre outros cargos, o próximo presidente da República. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.
Além da confirmação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará a reeleição e de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) herda o espólio político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), outros nomes já se colocaram como pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
Nesta semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado na disputa. O anúncio foi feito por Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, na segunda-feira (30/3). Recém-filiado ao PSD, Caiado foi escolhido após disputa interna com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da corrida na semana passada.
Há ainda nomes com menor apelo em pesquisas eleitorais, mas que já oficializaram a intenção de disputar o pleito. Nomes como Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Renan Santos (Missão) aparecem nesse grupo, assim como o psiquiatra e escritor Augusto Cury (ainda sem partido).
Os pré-candidatos a seguir ainda não têm registro oficial, que só será feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto, quando começa a campanha.
Quando serão candidatos?
- Para serem oficialmente considerados candidatos, os políticos precisam ser escolhidos em convenção partidária e ter o registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
- As convenções partidárias ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral de 2026.
- Os partidos terão até 15 de agosto para registrar os candidatos junto à Justiça Eleitoral.
- A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto, nas ruas e na internet.
- No rádio e na TV, a propaganda será exibida de 28 de agosto a 1º de outubro. A contagem para o início da veiculação é feita considerando-se os 35 dias anteriores à antevéspera do 1º turno.
Veja quem, até o momento, se coloca como pré-candidato à Presidência:
Lula (PT)
Atual ocupante do Palácio do Planalto, Lula buscará a reeleição. Ele já acumula o feito inédito de três mandatos como presidente da República e pode se tornar o primeiro a comandar o país por quatro vezes. O chefe do Executivo completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho no pleito presidencial deste ano.
Nessa terça-feira (31/3), durante reunião ministerial, Lula confirmou que vai repetir o que fez em 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) em sua chapa para concorrer à reeleição na disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro (PL)
Senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro anunciou em dezembro do ano passado que foi escolhido pelo pai como seu sucessor na política nacional. Jair Bolsonaro está inelegível até 2060 e cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma trama golpista.
De acordo com levantamento Genial/Quaest divulgado na última quarta-feira (25/3), Flávio aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno das eleições de 2026, empatados no limite da margem de erro. O senador cresceu um ponto percentual desde a última pesquisa e tem agora 47,6% das intenções de voto, ante 46,6% de Lula.
Até o momento, os cenários das sondagens mostram que o país presenciará mais um pleito extremamente acirrado para decidir quem assume o Executivo federal.
Ronaldo Caiado (PSD)
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o comando do Executivo estadual nessa terça-feira (31/3), um dia após ser oficializado pelo PSD como o escolhido para ser pré-candidato à Presidência.
Médico e político de longa trajetória, Caiado estava em seu segundo mandato à frente do governo goiano e já foi senador e deputado federal por Goiás. Filiado ao União Brasil por anos, migrou recentemente para o PSD, na tentativa de se viabilizar como alternativa de centro-direita na disputa nacional. Ele prometeu que anistiar Jair Bolsonaro será seu primeiro ato como presidente, caso seja eleito.
Romeu Zema (Novo)
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou sua pré-candidatura à Presidência em agosto do ano passado. Ele deixou cargo em 22 de março, poucos dias antes do prazo final de desincompatibilização para concorrer nas eleições de outubro.
O mineiro apoiou a escolha do clã bolsonarista por Flávio e tem sido ventilado como possível vice na chapa do senador. Ele, porém, nega o movimento.
Aldo Rebelo (DC)
O ex-deputado federal Aldo Rebelo lançará sua pré-candidatura à Presidência em 31 de janeiro. Após passagens por partidos como PCdoB, PSB, Solidariedade, PDT e MDB, ele adotou um discurso alinhado à direita e se filiou à Democracia Cristã (DC), legenda pela qual disputará o Planalto.
Aldo já foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e das Relações Institucionais nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Renan Santos (Missão)
Líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos anunciou a pré-candidatura à Presidência pelo partido Missão em 2025, pouco antes de a legenda ter sua criação oficializada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Renan tem protagonizado ascensão nas últimas pesquisas eleitorais, especialmente entre jovens de 16 a 24 anos: a chamada Geração Z. Ele utiliza as redes sociais para declarações polêmicas contra adversários, chegando a afirmar que Flávio Bolsonaro “tem de morrer”, além de declarações semelhantes em relação a Lula e a outros políticos.
Samara Martins (UP)
Neste ano, até o momento, apenas uma mulher lançou pré-candidatura à Presidência da República. O partido Unidade Popular (UP) anunciou em fevereiro a pré-candidatura de Samara Martins ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Samara é dentista e trabalhadora do SUS no Rio Grande do Norte. Ela é vice-presidente nacional do UP e coordenadora nacional da Frente Negra Revolucionária.
Hertz Dias (PSTU)
Em 24 de fevereiro, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a pré-candidatura de Hertz Dias ao Planalto.
Hertz é ativista do movimento negro, professor de história da rede pública de ensino do Maranhão e rapper no grupo Gíria Vermelha. Ele concorreu à presidência em 2018 como vice na chapa de Vera Lúcia, que hoje é pré-candidata ao governo de São Paulo.
Augusto Cury (sem partido)
O psiquiatra e escritor Augusto Cury anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em março. Ele diz ter foco na pacificação nacional e na inteligência emocional. Ele ainda não está filiado a um partido político e diz focar em um projeto de Estado com propostas para educação, Inteligência Artificial (IA) e agronegócio.















