Faltam 188 dias para as eleições. Até lá tudo pode acontecer, ou nada
Flávio oferece o Brasil a Trump. Lula se despede de seus ministros
atualizado
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está à caça do apoio à sua candidatura de todos os partidos do Centrão (União-Brasil, PP e Republicanos), e do MDB também que é do centro, mas que nega ser do Centrão. Uma vez que esses partidos jamais o apoiarão, Lula se empenha em rachá-los para que não apoiem Flávio em peso.
Em jogo, o dinheiro do fundo eleitoral de cada partido e o tempo de propaganda eleitoral de cada um no rádio e na televisão. O tempo de propaganda é mais cobiçado do que o dinheiro do fundo. Porque dinheiro sempre se dá um jeito de arrumar, mas tempo de propaganda, não, é indivisível. Cada partido tem o seu.
Em 2018, Jair Bolsonaro quase não teve tempo de propaganda por falta de apoio partidário. Mas, aí foi esfaqueado em Juiz de Fora, e a cobertura que recebeu de graça das emissoras de tv e rádio e dos jornais foi mais do que suficiente para beneficiá-lo. Pôde recolher-se à sua casa sem precisar fazer mais nada.
Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, é o que diz um ditado popular. Não é verdade. Cai, sim, em áreas com alta densidade de descargas atmosféricas, geralmente lugares mais elevados. Estruturas como prédios altos, torres de transmissão e árvores isoladas são frequentemente atingidas por raios.
Vai ver que por isso Flávio passou a usar colete à provas de balas em ocasiões de grande exposição pública. Tem muito maluco por aí como Adélio Bispo, o esfaqueador do seu pai. E nem todos estão presos como Adélio ou internados em hospitais penitenciários. Lula não usa colete, mas vive cercado de seguranças.
O que poucos sabem: o presidente da República tem um provador de comidas e de bebidas. O de Lula é chamado de mordomo. Lula não come nem bebe nada sem o consentimento dele. De tão paranoico que era, Bolsonaro, quando presidente, às vezes se abaixava para ver se não havia uma bomba debaixo do seu carro.
O União-Brasil diz que não terá candidato a presidente. O PP vai na mesma toada. O Republicanos está mudo. O MDB, onde sempre esteve, dividido: uma banda apoiará Lula, a outra poderá apoiar Flávio. Ou vice-versa. O PSD de Gilberto Kassab terá candidato próprio, o que não significa apoiá-lo unanimemente.
Será Ronaldo Caiado, governador de Goiás, o candidato do PSD, partido que não é de esquerda, de centro ou de direita? Ou será Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul? Talvez Kassab ainda não saiba. Seria Ratinho Júnior, governador do Paraná. Mas Ratão não deixou para não dar visibilidade aos seus negócios.
Caiado não conta com o apoio do agronegócio no seu Estado. Leite disse a Kassab que se o candidato for Caiado, terá dificuldades para apoiá-lo. Tanto Caiado quanto Leite sabem que suas chances para se eleger presidente são pequenas. Mas, Caiado está em fim de carreira, e Leite poderá ser candidato novamente em 2030.
Flávio foi a Dallas, no Texas, onde pensava encontrar Donald Trump, para pedir ajuda à direita americana e prometer que, se eleito, se curvará aos interesses dos Estados Unidos. Foi muito bem recebido. Lula, esta semana, dará adeus aos ministros que deixarão o governo para concorrerem às eleições de outubro.
Se a eleição fosse hoje… Ela só será daqui a 188 dias. É tempo demais para que muita coisa aconteça, ou nada que mude o panorama atual.


