Lula diz que presidente do TSE "não pode ter lado político"
Presidente participou de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida e comentou decisões judiciais sobre o canal "Exército do Lula"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12/10) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, “não pode ter lado político”. A declaração do petista ocorreu após decisão em que o ministro acatou pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.
“Para ele [Nunes Marques] achar que ele tem que cortar [o canal de WhatsApp], tem que mostrar qual a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o da igualdade de comportamento. Da igualdade de procedimento”, disse Lula, após participar de missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no Alvorada.
Lula acha que a Justiça eleitoral está “extrapolando em algumas decisões” contra sua campanha, em meio a determinações conflitantes.
“Acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível e já foi denunciado. Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar o Exército, a marinha, a aeronáutica do Lula no WhatsApp”, declarou.

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Ver todasAo determinar a suspensão do canal pró-Lula, Nunes Marques passou por cima de decisão de outro ministro da Corte, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia dado prazo para que as partes apresentassem mais informações.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPosteriormente, Cueva determinou o restabelecimento do canal e que a decisão fosse submetida imediatamente ao plenário do TSE, na primeira sessão virtual disponível. O ministro também pediu análise urgente, “preferencialmente em até 24 horas”.
O presidente do TSE, Nunes Marques, deve se reunir com as campanhas de Flávio e Lula nesta terça (13/10), para tentar apaziguar os ânimos às vésperas do segundo turno das Eleições 2026.






