Monitor da USP critica proibição de contagem de ato pró-Lula na Paulista
Drone do Monitor do Debate Político da USP e da ONG More In Common foi impedido de sobrevoar a Paulista, mas equipe de Lula fez foto aérea

Mais uma vez, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) impediu o Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a ONG More in Common Brazil de contar o público da manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista, no domingo (11/10).
Essa é a terceira vez que o grupo é impedido de fazer a contagem em eventos de Lula nas eleições deste ano. A equipe de segurança do presidente impediu que o público fosse contado no lançamento da campanha em São Bernardo do Campo (16/8) e no ato de 3 de outubro, na Rua Augusta.
Em nota publicada pelo grupo de pesquisa e pela ONG, os pesquisadores lembram que há imagens aéreas divulgadas em veículos de imprensa e em perfis alinhados à campanha do petista.
“Se há sobrevoos permitidos para produzir imagens de divulgação, a recusa a uma equipe de pesquisa independente, com histórico público de trabalho, deixa de ser uma questão técnica e passa a ser uma escolha”, diz a nota.
Segundo o GSI, há um protocolo rigoroso contra drones não autorizados e mais de 135 mil drones foram neutralizados entre 2023 e o início de 2026.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA contagem produzida pelo Monitor do Debate Político e pela More in Common faz fotos aéreas de toda a extensão da manifestação, em 90 graus, a cada meia hora. Depois disso, um software conta cada pessoa.
Os pesquisadores afirmam que vão continuar pedindo autorização para qualquer manifestação que possa ocorrer até o fim do segundo turno e que “e que mantêm o mesmo critério nas manifestações do candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL).


