Equipe de segurança de Lula barrou contagem da USP para ato em São Paulo
Devido ao risco de atentados por drones, foto aérea necessária para levantamento de público do Monitor do Debate Político não foi autorizada

O ato pré-eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na região central de São Paulo, não terá contagem do Monitor do Debate Político, grupo de pesquisa formado por professores da Universidade de São Paulo (USP). A equipe do candidato à reeleição alegou questões de segurança.
O método utilizado pela pesquisa faz fotos do alto, mas o espaço aéreo na região da Avenida Paulista foi fechado neste sábado (3/10), durante a manifestação para reprimir potenciais atentados por drones contra o presidente.
Depois da foto áerea, um software detecta indivíduos por visão computacional. As detecções são agregadas para chegar à estimativa de público.
Além de Lula, o carro com apoiadores contou com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, o vice-governador da chapa, Márcio França (PSB), e as postulantes ao Senado, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesTambém no sábado, o principal adversário de Lula na corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL), fez uma motociata no interior paulista. Ele saiu de Santa Bárbara D’Oeste e foi até Americana. O Monitor do Debate Político não fez estimativa para o público do ato porque o software não detecta motos.
Polêmica na Avenida Paulista
O ato petista iria ocorrer na Avenida Paulista, mas os trios elétricos foram proibidos de serem estacionados pela Polícia Militar (PM).
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), que estava no palanque de Flávio Bolsonaro neste sábado, havia dito que o ato não poderia ocorrer na Paulista para não atrapalhar o trânsito, o que seria recomendado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O caso foi judicializado, mas no fim das contas, o ato ocorreu na Rua Augusta, nos arredores da Paulista.





