Lula defende aprovação da MP que acaba com a "taxa das blusinhas".
MP que acaba com a cobrança da "taxa das blusinhas" para compras de até US$ 50 está no Congresso e perderá a validade em 8 de setembro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gravou um vídeo, nesta terça-feira (18/8), no qual defende a aprovação da medida provisória (MP) que acaba com a cobrança do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. Na gravação, feita no estúdio de campanha, o petista se disse “otimista” com a aprovação da matéria.
“Eu estou muito otimista com a aprovação da medida provisória que eu mandei para acabar com a taxação das blusinhas. Ou seja, as blusinhas é um apelido que ganhou aquelas compras de até 50 dólares pela internet. E eu não sei porque algumas pessoas estão incomodadas achando que isso prejudica o comércio”, iniciou o presidente.
Confira:
O governo colocou o texto como pauta prioritária nas próximas votações no Congresso Nacional. Se não for votada até o dia 8 de setembro, a MP caduca e a taxa voltará a ser cobrada semanas antes das eleições, o que pode causar impacto na campanha do petista. A volta do imposto é vista como um dos pontos de maior desgaste do governo.

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Ver todasMais cedo, Lula convocou uma reunião de última hora com ministros para discutir a tramitação da proposta. No vídeo divulgado nesta terça, ele citou os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e disse estar “convencido” da aprovação da proposta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Eu estou convencido que o presidente do Senado, Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar e a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas. Por quê? Porque é uma questão de justiça. A classe média alta viaja para fora, ela pode gastar 2 mil dólares e não paga imposto. Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra um negócio de 50 dólares e querem taxar ele?”, questionou.
“É apenas uma questão de justiça e eu tenho certeza que, se tratando de justiça, o Senado e a Câmara vão votar para que o povo brasileiro possa comprar as coisas que eles precisam sem ninguém perturbá-los”, finalizou o presidente.



