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Brasil

Lula critica coordenador de campanha de Flávio por tentativa de travar 6x1

Presidente Lula foi às redes sociais para criticar a articulação da oposição contra a PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1

03/09/2026 10:33, atualizado 03/09/2026 10:38
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT Metropoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), por tentar travar o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.

O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, na quarta-feira (2/9), e ainda não tem data para ir ao plenário.

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Marinho, que é líder da oposição no Senado, apresentou um texto alternativo para a PEC, que acabou rejeitado. Durante a sessão, a oposição também pediu vistas, atrasando a votação em uma hora.

Além disso, Marinho foi um dos quatro senadores que se manifestaram contra o projeto. Em publicação nas redes sociais, Lula fez críticas à articulação, mas evitou citar nomes dos adversários.

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“Ontem, o Brasil testemunhou, mais uma vez, quem é quem no Congresso Nacional. Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6×1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor na corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”, escreveu o petista.

Ele acrescentou que “é importante que o Brasil saiba quem está trabalhando para avançar com essa mudança e quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução de salário”.

A PEC é uma das bandeiras de campanha de Lula. Aliados reconhecem, no entanto, que a proposta não deve avançar antes do primeiro turno da eleição, marcada para 4 de outubro, em meio à resistência da oposição.

O texto reduz o teto constitucional de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e institui dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

No total, serão 14 meses de transição: duas horas serão adotadas 60 dias após a promulgação, e as outras duas, um ano depois.