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Eleições 2026Brasil

Randolfe admite que 6x1 não será votada antes do 1º turno e culpa Flávio

Líder do governo Lula diz que foi consultado por Alcolumbre sobre votação e que optaram pelo adiamento. PEC pode ficar para outubro

02/09/2026 19:48, atualizado 02/09/2026 19:52
Reprodução / Metrópoles YouTube
Randolfe Messias

O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu, nesta quarta-feira (2/9), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 não será votada em plenário neste esforço concentrado e atribuiu a isso uma “ação coordenada” do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Com isso, a votação ficará para depois do 1º turno das eleições.

O petista disse, em entrevista à imprensa, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não tinha garantia de conseguir os votos suficientes para aprovar a redução da jornada — que precisa de 49 votos para ser aprovada em dois turnos de votação. Com isso, o parlamentar estipula que a votação deverá ficar para outubro, mais provavelmente entre o primeiro e o segundo turno.

Randolfe disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de quem é aliado no Amapá, tinha boa vontade com a PEC, e que perguntou à líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), sobre colocar a proposta em votação. No entanto, o governo não tinha segurança sobre o placar.

“Ele perguntou ‘tem segurança de que tem votos?’. Se tínhamos garantia sobre os votos e, pelo mapeamento que nós tínhamos, nós não tínhamos certeza. Diante do papel e pela mobilização da oposição, achamos melhor e mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários”, disse.

Apesar da dita boa vontade, o presidente do Senado não chegou a se comprometer publicamente em colocar a PEC em votação no plenário. No lugar, disse que a proposta receberia um tratamento “regimentalmente adequado”, passando pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou a proposta mais cedo.

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No plenário, Alcolumbre suspendeu a sessão de terça-feira quando, durante a votação da indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU), havia um quórum de 75 senadores. Com isso, manteve a contagem para esta quarta-feira. Randolfe disse que a presença maciça dos senadores não é determinante para a aprovação da matéria.