Lula compara atos contra Anistia e PEC da Blindagem às Diretas Já
Presidente Lula parabenizou artistas e cidadãos que foram às ruas para protestar contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou as manifestações ocorridas nesse domingo (21/9) ao movimento Diretas Já, que, na década de 1980, pressionou pela retomada das eleições diretas no país, em meio à ditadura militar. No último fim de semana, milhares de manifestantes foram às ruas para protestar contra a PEC da Blindagem e o projeto de lei que prevê anistia para envolvidos no 8 de Janeiro.
Em uma publicação nas redes sociais, Lula parabenizou artistas e populares que participaram da mobilização. “Quero saudar todos os artistas que se uniram ontem a dezenas de milhares de pessoas nas ruas de todo o Brasil para defender a justiça e lutar contra a impunidade e a anistia”, disse o presidente.
“Isso nos traz a lembrança dos anos 1970, durante a redemocratização, quando suas vozes se somaram à voz de uma população que clamava pela liberdade. E das Diretas Já, nos anos 1980, quando entoaram, ao lado do povo, o grito pelo direito de votar para presidente. Essa é a maior de todas as artes: o espetáculo da democracia”, comparou.
O chefe do Planalto ainda concluiu: “Parabenizo também cada brasileiro e cada brasileira que participou desta mobilização nas ruas e nas redes para defender um Brasil mais democrático e soberano”.
A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados na semana passada, prevê que parlamentares só possam ser investigados ou presos com a permissão dos pares. Já o PL da Anistia discute o perdão ou a redução de pena para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
Nesta segunda-feira (22/9), em entrevista ao Metrópoles, o relator da PEC da Blindagem no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que os protestos serviram de alerta aos parlamentares.
“As manifestações colaboram, não para ameaçar o parlamentar, mas para fazer o alerta. A gente viu agora, na Câmara dos Deputados, uma série de parlamentares gravando vídeos de arrependimento, e vários deles alegando não ter entendido o conteúdo, não ter pensando bem no momento. Quando você tem manifestações de rua naquela proporção que a gente teve neste domingo, essa desculpa cai por terra, porque não tem como. Agora, seria obrigação de ele saber o que está votando”, declarou Vieira.
