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Eleições 2026Brasil

Lula aproveita agenda esvaziada para tentar destravar palanques

Presidente despachou majoritariamente do Palácio da Alvorada nesta semana, preparando agenda para novas viagens às vésperas da campanha

10/07/2026 04:30
Ricardo Stuckert
Presidente Lula, deputada federal Adriana Accorsi e vereadora Aava Santiago

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu compromissos após a chegada do defeso eleitoral (período de 3 meses que antecede a data do 1º turno e que tem várias restrições), em vigor desde o último sábado (4/7).

O petista tem aproveitado a semana com agenda esvaziada para resolver impasses em palanques eleitorais e definir os próximos passos da campanha antes do prazo para as convenções partidárias.

Ao longo desta semana, o chefe do Planalto evitou novas viagens e passou a despachar quase diariamente do Palácio da Alvorada.

Ele recebeu coordenadores de campanha e aliados para discutir o cenário eleitoral. Na quarta-feira (8/7), Lula se reuniu com a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) e a vereadora de Goiânia Aava Santiago (PSB), na tentativa de sensibilizá-las a aceitarem compor o palanque em Goiás.

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Lula sugeriu que Accorsi disputasse o governo e, Aava, uma cadeira ao Senado. A reunião, no entanto, terminou sem definição. Atualmente, ambas são pré-candidatas à Câmara dos Deputados e resistem em abrir mão da candidatura.

O petista corre contra o tempo para terminar de fechar os palanques nos estados. A partir de 20 de julho, as legendas poderão promover eventos para oficializar as candidaturas que vão concorrer às eleições de outubro.

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Assim como em Goiás, Minas Gerais também enfrenta indefinição eleitoral após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT-MG) recusarem a cabeça de chapa no estado — o segundo maior colégio eleitoral do país.

Diante do cenário, o nome do deputado federal Patrus Ananias (PT) passou a ser ventilado pela cúpula nacional do partido nesta semana. No entanto, como mostrou o Metrópoles, aliados afirmam que o parlamentar sinalizou internamente não ter interesse em abrir mão de sua pré-campanha à reeleição na Câmara.

Apesar da resistência, o PT mineiro encomendou uma pesquisa interna para testar alternativas para a disputa. Entre os nomes avaliados estará o próprio Ananias, para medir sua viabilidade junto ao eleitorado.

Além dele, o partido já considerou os deputados federais Reginaldo Lopes, Rogério Correia e Paulo Guedes; a deputada estadual Macaé Evaristo; o ex-deputado estadual André Quintão; e o ex-prefeito de Teófilo Otoni Daniel Sucupira.

Outra possibilidade em discussão é o avanço de uma aliança entre MDB e PT em âmbito nacional — cenário visto com bons olhos por parte da sigla. Nesse caso, o nome apoiado seria o do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo.

A alternativa, porém, não empolga o presidente Lula, que ainda prefere insistir em uma candidatura própria do PT ao Palácio Tiradentes.

Segundo lideranças petistas, a intenção é definir o nome até 20 de julho, quando começam as convenções partidárias que oficializam os candidatos para as eleições de outubro.

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Rodrigo Pacheco, ao lado de Lula
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
Deputado Patrus Ananias (PT-MG)
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O presidente Lula
O presidente Lula
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O presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR
Rodrigo Pacheco, ao lado de Lula
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Rodrigo Pacheco, ao lado de Lula

Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos
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Presidente Lula e a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos

Ricardo Stuckert / PR
Deputado Patrus Ananias (PT-MG)
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Deputado Patrus Ananias (PT-MG)

Foto: Agência Câmara
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Reprodução
O presidente Lula
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O presidente Lula

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Lula e Alckmin em evento do PT em Salvador (BA)
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Lula e Alckmin em evento do PT em Salvador (BA)

Reprodução/PT TV
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Regras eleitorais

  • Segundo a legislação eleitoral, a partir do último sábado (4/7) está proibido autorizar publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, exceto em casos de grave e urgente necessidade pública.
  • Também é vedado fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, salvo em casos de matéria urgente, relevante e relacionada às funções do governo e sob critério da Justiça Eleitoral.
  • Agentes e órgãos públicos devem retirar conteúdos de sites e redes sociais que contenham nomes, slogans, símbolos, expressões, imagens ou outros elementos que permitam identificar autoridades, governos ou administrações cujos cargos estejam em disputa na campanha.
  • Candidatos ficam, ainda, proibidos de promover ou participar de inaugurações de obras públicas ou da divulgação de prestação de serviços públicos.
  • Também é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos.
  • As regras valem entre 4 de julho — três meses antes das eleições — e 25 de outubro, quando ocorre o segundo turno.

Agenda de campanha

O presidente trabalha ainda na definição dos próximos compromissos de campanha.

Ele marcou a convenção oficial para 2 de agosto, em São Paulo, quando vai oficializar seu nome e de Geraldo Alckmin (PSB) na corrida à reeleição. O petista participará também da convenção do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), pré-candidato ao governo de São Paulo. O evento será em Campinas, no dia 25 de julho.

O Metrópoles apurou que a pré-campanha tem feito um levantamento das demais convenções às quais o petista pretende prestigiar.

A ideia é que, a partir da próxima semana, Lula volte a viajar o país para visitar obras e combine os compromissos oficiais, durante o dia, com eventos de campanha nas cidades, à noite.

A expectativa, segundo aliados, é que no início da semana ele vá a São Caetano do Sul (SP) e São José dos Campos (SP) para visitar instituições de ensino.