
PT mineiro bateu o pé contra acordo nacional e aguarda decisão de Lula
Partido dos Trabalhadores afirma que segue em diálogo com partidos do campo democrático para construir uma candidatura ao governo de Minas

Belo Horizonte – Lideranças do PT de Minas Gerais foram contrários a uma aliança que estava sendo construída entre a direção nacional da legenda e o MDB para a disputa ao governo estadual. Disso resultou a decisão do PT mineiro de insistir em uma candidatura própria no estado, o que está se mostrando difícil de construir.
O veto dos petistas mineiros foi confirmado por uma fonte ligada aos emedebistas do estado.
Os presidentes nacionais Edinho Silva (PT) e Baleia Rossi (MDB) chegaram a se reunir para firmar um acordo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), frente à oposição dos correligionários mineiros, teria solicitado que fossem apresentados alternativas internas.
Percalços do PT em Minas
- Primeira aposta para palanque de Lula em MG foi o senador Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele não aceitou a missão
- Alianças com partidos como o PDT, de Alexandre Kalil, e MDB, de Gabriel Azevedo, não andaram
- Marília Campos, favorita no partido para uma aventura solo, também não topou, deixando os petistas sem opções competitivas
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Apesar da posição dos mineiros, como não há um candidato forte na mesa, uma aliança não está completamente descartada e Lula poderia dar sinal verde para um acordo nacional, onde o candidato seria o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB), caso não se chegue a um nome petista considerado viável.
Após a recusa do senador Rodrigo Pacheco (PSB) de encarar a empreitada, o partido voltou seus esforços para convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) a desistir de concorrer ao Senado e se candidatar ao governo de Minas.
Frente à decisão irremediável da ex-prefeita, o PT mineiro voltou a aventar diversos nomes para serem lançados na disputa ao Palácio Tiradentes.
Nos últimos dias já foram mencionados os deputados federais Patrus Ananias, Paulo Guedes, Rogério Correia e Reginaldo Lopes; a deputada estadual Macaé Evaristo; o ex-deputado estadual André Quintão; e o ex-prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira.
Desde que foi oficializada a decisão de Pacheco, lideranças do PT mineiro passaram a defender o lançamento de uma candidatura própria. Entre os argumentos estão de que possíveis nomes de outros partidos possuem baixa margem de votos no momento e que, neste cenário, valeria mais a pena fortalecer um nome interno.
A decisão sobre os rumos da legenda em Minas será tomada pelo presidente, afirmam filiados, que também não descartam a possibilidade de que Lula reavalie a candidatura própria.
Oficialmente, a presidente estadual, Leninha, diz, por meio de nota, que o partido segue em diálogo para a construção da campanha e garantir um palanque forte para a disputa presidencial.
Veja a nota na íntegra:
O PT de Minas segue dialogando com suas lideranças internas e também com partidos do campo democrático para construção de uma candidatura ao governo do Estado. Assim que o nome for decidido, faremos a divulgação oficial, bem como anunciaremos a data da nossa convenção.
Nossa prioridade é ter um palanque forte para a reeleição do presidente Lula e que também possa contribuir para a ampliação das nossas bancadas no Legislativo.

















