
PT aceita decisão de Marília e fica mais longe de palanque forte em MG
Lideranças do PT em Minas Gerais devem se reunir com presidente Lula nos próximos dias; expectativa é que nome seja anunciado até dia 20

Belo Horizonte – Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) mineiro já estão conformadas com a irredutibilidade da ex-prefeita de Contagem Marília Campos de mudar seus planos eleitorais e largar a disputa ao Senado para concorrer ao Governo de Minas. As negativas foram tão contundentes que, segundo fontes de diferentes grupos, um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para convencê-la a aceitar o convite, foi cancelado.
A expectativa é que o presidente se reúna com dirigentes do diretório estadual para avaliar quais caminhos podem ser tomados na disputa ao Palácio do Planalto. Petistas alegam que a intenção é definir o nome até dia 20 de julho, quando se iniciam as convenções a serem realizadas por partidos e federações. O prazo segue até 5 de agosto.
Sem Marília, o bloco petista perde mais uma aposta (a primeira foi o senador Rodrigo Pacheco) e, assim, fica mais longe de montar um palanque competitivo para Lula em Minas.
As opções do PT em Minas
As discordâncias internas seguem fortes. Há os petistas que defendem que o plano de seguir em uma candidatura própria seja mantido, argumentando que é o melhor caminho fortalecer um quadro interno do que apoiar alguém de outra legenda, mas há uma não concisão de quem será o apoiado.
Os deputados federais Rogério Correia e Reginaldo Lopes estiveram presentes na última pesquisa interna do partido e alcançaram pouco mais de 10% das menções. O empecilho, apontam alguns, é que os dois são os parlamentares mais bem votados do partido na Casa, o que pode afetar negativamente a sigla no Legislativo.
A ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart é uma alternativa. Ela conta com a simpatia de alguns líderes do partido que apontam que a carreira acadêmica e a falta de um histórico político podem ser um ponto favorável.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOutro nome que vem ganhando força é o da deputada estadual Macaé Evaristo, que já foi ministra dos Direitos Humanos de Lula, mas que deixou o cargo para buscar a reeleição à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A parlamentar afirmou, por meio da assessoria, que é pré-candidata à reeleição.
Opção fora do PT não é descartada
Outra parcela de petistas acredita que o melhor caminho é o apoio a um candidato de outro partido. Neste cenário, o nome favorito é o do ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB).
O emedebista já se mostrou disposto a costurar uma aliança com o PT, mas mantém diálogos com diversos partidos. Ele é o nome favorito da própria Marília Campos.














