Lira anuncia apoio de 36 deputados do PSL para presidência da Câmara

A legenda, que integra o bloco de Baleia Rossi, deve seguir para o grupo do candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro

atualizado 19/01/2021 16:00

Deputado federal Arthur Lira (PP-ALLuis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), candidato do presidente Jair Bolsonaro à presidência da Câmara dos Deputados, disse, nesta terça-feira (19/1), que conseguiu ampliar de 32 para 36 os deputados do PSL que o apoiam e, desta forma, deve ter o partido no seu bloco. A legenda integra o grupo do candidato Baleia Rossi (MDB-SP).

“Para dirimir qualquer dúvida e encerrar uma polêmica do Rodrigo Maia, nossa maioria do PSL aumentou de 32 para 36 assinaturas. Nós somos maioria no PSL de 52 e maioria de 35 como queria o presidente Rodrigo Maia. Nosso bloco está definitivamente com o PSL e com o PTB”, anunciou Lira.

O bloco de Lira conta com o apoio de PP, PL, PSD, Republicanos, Pros, Patriota, PSC, PTB e Avante – 196 parlamentares. O Podemos, com 10, devem seguir com ele, totalizando 206 deputados. Com ingresso do PSL, passaria a 259.

Já o bloco de Rossi, que é apoiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), contabiliza o apoio de 12 partidos — PT, PSL, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Solidariedade Cidadania, PV, PCdoB e Rede —, com 295 deputados. Com a saída do PSL, ficaria com 242 parlamentares.

Para ingressar em um bloco, a maioria dos deputados de um partido deve estar de acordo. Um grupo com 32 dos 53 parlamentares da legenda protocolou, no último dia 7 de janeiro, pedido para o PSL deixar o grupo de Rossi e entrar no de Lira. Contudo, 17 deles estão suspensos. Ou seja, apenas 35 estão com plenos direitos.

Com as quatro adesões — Charlles Evangelista (MG), Delegado Pablo (AM), Luiz Lima (RJ) e Nicoletti (RR) —, o grupo passaria a 19 dos 35 que possuem direitos e, portanto, teria maioria para a mudança de bloco. A reportagem tentou contato com Bivar, sem sucesso.

Manobra

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados analisaria, nesta segunda-feira (18/1), o parecer do procurador da Casa, deputado Luis Tibé (Avante-MG), sobre a mudança de bloco.

O 2° vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), pediu vistas, que foi acatado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Como regimentalmente o caso só poderia ser analisado após duas sessões plenárias e a Câmara está em recesso, perde-se objeto, visto que a análise só seria feita após a eleição da Casa, que ocorre no próximo dia 1° de fevereiro.

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