Bivar pede vistas do processo sobre bloco bolsonarista que quer apoiar Lira

Um grupo com 32 dos 52 deputados da legenda protocolou, no último dia 7 de janeiro, o pedido para deixar o bloco do candidato Baleia Rossi

atualizado

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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Luciano Bivar, União Brasil
1 de 1 Luciano Bivar, União Brasil - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O 2° vice-presidente da Câmara dos Deputados, Luciano Bivar (PE), que também é presidente nacional do PSL, pediu vistas nesta segunda-feira (18/1) do processo de mudança de bloco pedido por deputados bolsonaristas da legenda e a decisão foi adiada. O pedido de vistas representa mais tempo para análise.

Regimentalmente, o processo só poderia voltar a ser analisado pelo colegiado, após duas sessões plenárias, mas a Casa está em recesso até 1° de fevereiro, quando ocorre a eleição para a nova Mesa Diretora. Ou seja, pede-se o objeto, visto que a análise só seria feita depois da eleição.

“A princípio essa é a decisão, o pedido de vista tem que ser concedido”, afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Bivar é aliado de Maia e o pedido de vistas manteria o PSL no bloco do candidato Baleia Rossi (MDB-SP), o que, na prática, evita uma derrota do seu grupo, visto que o colegiado já teria voto formado [4 votos a 3] a favor da alteração de bloco.

O grupo pró-Lira, todavia, estuda a possibilidade de tomar medidas legais contra o pedido de vistas. “Foi concedido pedido de vista, justamente, a quem não poderia pedir vista dentro desse processo, porque é parte interessada”, afirmou o deputado Expedito Neto (PSD-RO), 3° secretário da Casa. “Iremos procurar os métodos legais para que possamos alcançar a democracia dentro dessa Casa”, acrescentou.

O caso

Um grupo com 32 dos 52 deputados da legenda protocolou, no último dia 7 de janeiro, o pedido para deixar o bloco do candidato Baleia Rossi (MDB-SP) e entrar no de Arthur Lira (PP-AL). Contudo, 17 deles estão suspensos.

O Conselho de Ética do partido abriu processos de expulsão de 20 dos 32 deputados bolsonaristas, que assinaram o pedido, e a decisão pode sair também nesta terça-feira (19/1). Há uma preocupação do grupo em resguardar os direitos.

O PSL, todavia, integra o bloco do candidato Rossi, apoiado por Maia e que contabiliza o apoio de PT, MDB, PSB, PSDB, DEM, PDT, Cidadania, PV, PCdoB e Rede, com 281 deputados.

Lira, por sua vez, conta com o apoio de PP, PL, PSD, Republicanos, Solidariedade, Pros, Patriota, PSC e Avante – 193 parlamentares. O PTB, com 11 deputados, e o Podemos, com 10, devem seguir com ele, totalizando 214 deputados.

Além de Lira e Rossi, disputam o pleito Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG), Luiza Erundina (PSol-SP) e Marcel Van Hatten (Novo-RS).

Reunião

Participaram da reunião presencialmente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Marcos Pereira (Republicanos-SP), 1° vice-presidente, Soraya Santos (PL-RJ), 1ª secretária, Mário Heringer (PDT-MG), 2° secretário, Expedito Neto (PSD-RO), 3° secretário, Luis Tibé (Avante-MG), procurador da Casa.

Remotamente, estiveram presentes Luciano Bivar (PSL-PE), 2° vice-presidente, André Fufuca (PP-MA), 4° secretário, Paulo Bengston (PTB-AP), corregedor da Casa.

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