Lindbergh diz que fala de Eduardo sobre TSE é tentativa de intimidação
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro diz que levará casos que “julgar pertinentes” a aliados de Trump “em tempo real” sobre a atuação do TSE
atualizado
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disse, nesta quinta-feira (2/4), que a a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre acionar o governo Donald Trump sobre eventuais “denúncias” a respeito da atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é uma tentativa de interferir nas eleições deste ano.
Ao Metrópoles, o ex-deputado federal cassado no fim de 2025 disse que estará atento à disputa que terá o irmão Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência e que levará casos que “julgar pertinentes” a aliados de Trump “em tempo real”. Por estar nos EUA, Eduardo em si não se candidatará nestas eleições.
Para Lindbergh, a fala configura uma “ofensiva estrangeira contra a soberania” e a “autonomia do Poder Judiciário”.
O petista disse ainda que Eduardo atua como “pau-mandado de Trump” e que o filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) busca mobilizar “pressões internacionais para constranger a Justiça Eleitoral e intimidar autoridades brasileiras no exercício de suas funções”.
“Querem interferir nas eleições por fora, enfraquecer o Estado brasileiro e abrir caminho para a entrega da Amazônia, dos minerais raros e das riquezas estratégicas do país. O que a família Bolsonaro quer é instituir um projeto de humilhação nacional, submissão a interesses externos e ataque às instituições da República para salvar o bolsonarismo”, escreveu Lindbergh em publicação no X.
Ainda em entrevista ao Metrópoles, Eduardo citou um relatório feito pelo Comitê Judiciário da Câmara dos EUA como um “alerta” ao TSE sobre casos de “censura”.
Para ele, a Corte Eleitoral adotou critérios diferentes ao julgar ações contra as campanhas de Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, alegou Eduardo.

