Lindbergh critica derrota de Messias: “Não havia nome mais capaz”
Deputado Lindbergh Farias diz que rejeição de Messias ao STF reflete articulação para “blindagem” e pede mobilização popular
atualizado
Compartilhar notícia

O deputado federal Lindbergh Farias (PT – RJ) reagiu, nesta quarta-feira (29/4), à rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) com críticas ao Congresso e à atuação de setores que, segundo ele, estariam articulados para se proteger.
Para o deputado, a rejeição de Messias — considerada inédita em mais de um século — não se explica apenas por divergências políticas ou técnicas. “Não tenho dúvida de que esse é o roteiro de tudo o que aconteceu hoje. O Senado tem que se explicar, porque é muito estranho o que aconteceu”, disse.
Ele ainda defendeu o nome do advogado-geral da União, classificando-o como o mais preparado para a vaga.
“Não havia nome mais capaz do que o de Jorge Messias”, afirmou.
Derrota de Messias
- A rejeição de Messias pelo Senado Federal, por 42 votos a 34, marcou a primeira vez em 132 anos que uma indicação presidencial ao STF é barrada.
- O revés impôs uma derrota significativa ao Palácio do Planalto, abrindo um novo capítulo de tensão entre Executivo e Legislativo.
- Com a rejeição, o governo federal terá de reiniciar as negociações para indicar um novo nome ao Supremo, em um cenário considerado mais desfavorável politicamente.
- Enquanto isso, a oposição comemorou o resultado, interpretado como sinal de insatisfação do Senado com o Executivo.
Na declaração após a derrota do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Lindbergh afirmou que há um movimento coordenado entre diferentes grupos de poder.
“Nesse momento, o sistema se junta para tentar construir uma saída para a crise, para proteger a cabeça de muita gente”, disse.
Ele mencionou episódios recentes e investigações como fatores que, na avaliação dele, teriam gerado reação dentro do meio político e econômico, e citou ainda operações que atingiram integrantes do sistema financeiro e da política, criando um ambiente de tensão. “Isso criou medo aqui”, declarou.
Lindbergh também resgatou embates anteriores entre governo e Congresso, incluindo discussões sobre propostas que classificou como tentativas de “blindagem”.
Segundo ele, iniciativas desse tipo teriam sido barradas por pressão social. “Nós rejeitamos nas ruas, no movimento social. Depois, tiveram que recuar no Senado”, afirmou.








