Alcolumbre reage após ter previsto resultado exato da rejeição de Messias. Vídeo
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirma que previsão de placar reforça leitura política após rejeição de Jorge Messias ao STF
atualizado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou por meio de nota, nesta quarta-feira (29/4), que a previsão feita por ele sobre a derrota de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi fruto da experiência dele em votações no Congresso.
Minutos antes do resultado ser anunciado no plenário do Senado Federal, Alcolumbre sussurrou ao líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), que Messias perderia por oito votos — exatamente a diferença registrada no placar final: 42 contrários e 34 favoráveis.
Após a repercussão, a assessoria do presidente do Senado divulgou nota explicando o episódio.
“O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi questionado pelo líder do governo […] sobre o placar da votação e, como outros parlamentares que, ao longo dos últimos dias, vinham fazendo avaliações, deu sua opinião. Isso só reafirma e demonstra a experiência do presidente da Casa em votações”, informou.
“Vai perder por 8”
A cena, registrada pela transmissão oficial da TV Senado, mostrou Alcolumbre conversando de forma reservada com Wagner pouco antes do anúncio. Após proclamar o resultado, o presidente da Casa voltou a falar ao pé do ouvido do líder governista, gesto que ampliou a repercussão política do episódio.
Confira o momento:
A rejeição da indicação de Messias representa uma derrota histórica para o governo Lula. Foi a primeira vez, em 132 anos, que o Senado barrou um nome indicado ao STF.
O episódio evidencia dificuldades na articulação política do Planalto e expõe resistências internas, inclusive por parte de Alcolumbre, que já havia sinalizado desconforto com a escolha.
Ao longo da tramitação, o presidente do Senado evitou atuar diretamente pela aprovação do nome do advogado-geral da União. Nos bastidores, defendia alternativas para a vaga, o que contribuiu para o ambiente de incerteza em torno da votação.
Com a rejeição, o governo federal terá de reiniciar as negociações para indicar um novo nome ao Supremo, em um cenário considerado mais desfavorável politicamente. Enquanto isso, a oposição comemorou o resultado, interpretado como sinal de insatisfação do Senado com o Executivo.








