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Eleição 2026

Líderes do Senado miram governos estaduais em 2026. Saiba quem são

Ao menos cinco lideranças da Casa Alta se articulam nas suas bases à frente das eleições. A maior parte deles integra a oposição a Lula

atualizado

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1 de 1 Senadores - Foto: Montagem de fotos/Senado/Divulgação

Com a aproximação das eleições de 2026, líderes partidários do Senado passaram a se movimentar para concorrer aos governos estaduais. Ao menos cinco integrantes do colégio de líderes da atual gestão, comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), devem disputar o comando dos seus estados no próximo ano.

A maioria deles integra a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tende a criar coligações e palanques contrários a nomes alinhados com o petista, que deverá disputar a reeleição.

Boa parte deles (quatro) está apenas na metade do mandato. Eleitos nas últimas eleições gerais, retornarão ao Senado caso não consigam se eleger aos governos estaduais.

Leia quem são:

Omar Aziz (PSD-AM)

Tem 67 anos e é líder do PSD no Senado, atualmente a segunda maior bancada da Casa Alta. O senador está no seu segundo mandato consecutivo na Casa Alta.

Foi vereador de Manaus e deputado estadual do Amazonas. Foi eleito vice-governador na chapa de Eduardo Braga, atual líder do MDB no Senado, em 2003 por dois mandatos, se candidatando e vencendo como governador em 2010.

No Senado, ganhou alcance nacional ao presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) da Covid em 2021, mirando a gestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia. Já no governo Lula, integra a base governista e é um dos principais opositores à anistia aos presos pelo 8 de Janeiro.

Como mostrado pelo Metrópoles, na pesquisa divulgada em 20 de outubro pelo Instituto Direto ao Ponto Pesquisas, o senador Omar Aziz  aparece como o líder do pleito de 2026 para o governo do Amazonas, com 42% das intenções de votos.

Efraim Filho (União Brasil-PB)

Com 46 anos, é líder do União Brasil no Senado. Advogado, foi deputado federal por 17 anos e é filho do ex-senador Efraim Morais e está no seu primeiro mandato na Casa Alta.

No Senado, relatou projetos com o Devedor Contumaz e é autor do projeto que permite a liberação da venda de remédios em supermercados.

Em julho, rompeu com o governo Lula, onde tinha indicações em órgãos públicos na Paraíba. Durante um evento na capital João Pessoa, dividiu o palanque com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que declarou apoio à candidatura do senador ao governo do Estado em 2026.

A Real Time Big Data mostrou, em 25 de setembro, Efraim em 2º lugar na disputa do Estado, com 15%, empatado com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que tem 17%. A pesquisa é encabeçada pelo prefeito da capital paraibana, Cícero Lucena (sem partido).

Em 2025, o União Brasil e o Progressistas firmaram uma federação que deverá ser seguida nas eleições de 2026, devendo haver uma conciliação entre Ribeiro e Efraim para a disputa estadual.

Rogério Marinho (PL-RN)

Tem 61 anos. É economista e atual líder da oposição no Senado. Marinho foi deputado federal, ex-secretário da Previdência Social e ex-ministro do Desenvolvimento durante o governo de Jair Bolsonaro.

Foi responsável pela interlocução do governo durante a tramitação da Reforma da Previdência, que acabou sendo aprovada.

Foi eleito para o Senado em 2022 e tentou a presidência da Casa Alta em 2023, contra o então presidente apoiado por Lula, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi o vencedor.

Para o governo do Rio Grande do Norte, Marinho aparece empatado com o prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União). De acordo com pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 26 de setembro, o prefeito tem 35% das intenções de votos, contra 29% do senador.

Eduardo Girão (Novo-CE)

Tem 53 anos e está no primeiro mandato de senador e é o único integrante da bancada do Novo. Trata-se do primeiro cargo público ocupado pelo empresário cearense, eleito em 2018 se tornando o segundo mais votado da história do Estado, derrotando o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

Em 2024, tentou se eleger prefeito de Fortaleza, mas acabou em quarto lugar. Agora, pretende disputar o governo do Estado. Ao Metrópoles, disse ser contra a reeleição “por princípio” e disse que a sua candidatura é a “única candidatura da direita”, em crítica direta a Ciro Gomes, que pode se lançar.

Ciro deixou o PDT e se filiou ao PSDB. O deputado federal André Fernandes (PL-CE), ex-candidato a prefeito de Fortaleza, afirmou que Bolsonaro deu sinal verde para que o Partido Liberal apoie a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará nas eleições de 2026.

Apesar disso, Girão disse ainda esperar reverter a situação e poder contar com o apoio do PL no Estado: “política é uma questão de coerência (…) vamos mostrar o que fizemos como bloco no Senado”, disse.

A pesquisa Real Time Big Data de 29 de setembro mostra que o governador Elmano de Freitas (PT)  lidera com 41% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), que tem 27%. Logo atrás aparece o senador Eduardo Girão (Novo), com 16%.

Wellington Fagundes (PL-MT)

Tem 68 anos e é líder do bloco Vanguarda, que integra as bancadas do PL e do Novo. Foi deputado federal por seis mandatos consecutivos antes de se eleger ao senado em 2014.

Em 2018, tentou se eleger para o governo do Mato Grosso pelo antigo Partido da República (atual PL), mas perdeu a disputa.

Divulgada em 8 de setembro, a pesquisa Real Time Big Data aponta a liderança de Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo governo de Mato Grosso. Ele aparece à frente nos dois cenários estimulados. Na média dos testes, o parlamentar tem 33,5% das intenções de votos.

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