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Líderes da “tropa de choque” de Motta deverão ser reconduzidos em 2026

Caciques do PP, União Brasil, MDB e Republicanos ficarão à frente das suas bancadas

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
imagem colorida Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição
1 de 1 imagem colorida Deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, retoma Mesa Diretora, após obstrução da oposição - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Os principais aliados políticos do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverão se manter na liderança das suas respectivas bancadas em 2026. A chamada “tropa de choque” deu respaldo ao político paraibano nos momentos mais críticos do seu primeiro ano de mandato, como a votação da PEC da Blindagem e o acordo para o fim do motim bolsonarista.

São eles os líderes do MDB, Isnaldo Bulhões (AL); do PP, Dr. Luizinho (RJ); do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), e do Republicanos, Gilberto Abramo (MG). Também dão apoio, mas com posturas mais pragmáticas, os líderes do PSD, Antonio Brito (BA), e do Podemos, Rodrigo Gambale (SP), este, porém, deixará o comando da bancada em 2026.

Somados à federação PSDB-Cidadania, essas legendas formam o “blocão” que elegeu Hugo Motta à presidência da Câmara no início de 2025. Também compunham o grupo partidos como os antagônicos PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ambas as bancadas, porém, deixaram o bloco por desavenças com Hugo Motta, que chegou, inclusive, a romper com os líderes Lindbergh Farias (PT-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) em 2025, depois de ser questionado publicamente a respeito da condução da pauta. O PL e o PT têm, respectivamente, as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados.

Mesmo com a debandada, liderado por Antonio Brito, hoje o blocão soma 275 votos – mais da metade de toda a composição da Câmara.


 O Motim, o decreto do IOF e a Anistia

  • Foi a chamada “Tropa de Choque” que conduziu acordos estratégicos para Motta. Um dos mais críticos, foi o que dissolveu o motim bolsonarista em agosto, quando deputados da oposição ocuparam o plenário da Câmara em protesto pela prisão domiciliar de Bolsonaro.
  • Em troca de recolocar Motta na cadeira de presidente, os líderes se comprometeram a votar a urgência da anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro e que poderia beneficiar o ex-presidente.
  • Foram esses partidos do Centrão que também apoiaram Motta na decisão de pautar e derrubar a medida provisória de alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em uma derrota inédita para Lula.
  • Outras aprovações importantes também foram pavimentadas pelo apoio maciço desses líderes, como a da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, que dificultava as investigações contra parlamentares.

Dança das cadeiras

A composição do colégio de líderes deverá se manter, em sua maioria, igual à de 2025. A principal mudança se dará na liderança do PT, deixada por Lindbergh Farias.

Como mostrado pelo Metrópoles, o petista de perfil combativo e irreverente gerou incômodo em Motta e caciques do Centrão. Ele deixa, mediante acordo, o comando da bancada, que será ocupada por Pedro Uczai (PT-SC), de perfil mais consensual e ameno.

Também terão novos representantes a Oposição, agora liderada pelo Cabo Gilberto Silva (PL-PB), e a minoria, encabeçada em 2026 por Gustavo Gayer (PL-GO).

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