Líder indígena Beto Marubo vai a Barroso, no STF, relatar ameaças

“Estamos perdendo a soberania da Amazônia para o crime organizado”, disse o ministro do STF ao indígena, amigo de Bruno Pereira

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1 de 1 52162513982_7a868f8354_c - Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de uma ação que investiga a omissão do governo federal na proteção aos povos indígenas, recebeu nesta terça-feira (21/6) o líder comunitário Beto Marubo, integrante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

Amigo do indigenista Bruno Pereira, assassinado no Amazonas junto ao jornalista Dom Phillips, Marubo relatou ao ministro “ameaças, medo, apreensão e sensação de abandono na região do Vale do Javari”, segundo informações do próprio Supremo.

O líder indígena afirmou que recebeu ameaças verbais e escritas e que deixou o Vale do Javari seguindo conselho de autoridades policiais locais, que lhe garantiram que sua vida corre riscos.

“Faço um apelo: nós perdemos um grande brasileiro (em relação a Bruno). Precisamos de intervenção agora no Vale do Javari”, afirmou Beto Marubo ao ministro Barroso. O magistrado, de acordo com o STF, mostrou interesse em conhecer a realidade local para eventuais providências na ADPF 709, da qual é relator.

“Estamos perdendo a soberania da Amazônia para o crime organizado”, disse o ministro do STF.
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Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos
Os restos mortais atribuídos ao jornalista britânico Dom Phillips e ao indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília nesta quinta-feira (16/6)
Indigenista Bruno Araújo Pereira
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Igo Estrela/Metrópoles
Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos
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Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos

Reprodução
Os restos mortais atribuídos ao jornalista britânico Dom Phillips e ao indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília nesta quinta-feira (16/6)
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Os restos mortais atribuídos ao jornalista britânico Dom Phillips e ao indigenista Bruno Araújo Pereira chegaram a Brasília nesta quinta-feira (16/6)

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Indigenista Bruno Araújo Pereira
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Indigenista Bruno Araújo Pereira

Funai/Divulgação

Na conversa, o líder indígena avaliou não é possível determinar quem são os mandantes das mortes de Bruno e Dom, mas que, para ele, é claro que o contexto está nas quadrilhas internacionais que envolvem pesca e caça ilegal. “É preciso que se investigue essas quadrilhas, essa rede de criminosos, que protejam nossa terra”, pediu ele.

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