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Brasil

Lewandowski diz que crime organizado "se infiltra" em órgãos públicos

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, essas organizações se infiltram com o objetivo de "branquear recursos obtidos de forma ilícita"

Mariana Andrade, Isabella Cavalcante01/02/2024 14:05, atualizado 01/02/2024 16:04
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Hugo Barreto/Metrópoles
Evento de posse de Lewandowski como ministro da Justiça

Ricardo Lewandowski, afirmou, nesta quinta-feira (1º/2), durante cerimônia de posse como ministro da Justiça e Segurança Pública, que há relatos de que o “crime organizado começa a infiltrar-se em órgãos públicos”, especialmente naqueles ligados à segurança.

Segundo o ministro, diversos países enfrentam um “novo e temível desafio”: a criminalidade organizada. “As organizações criminosas hoje se desenvolvem em toda a parte, à luz do dia, com ousada desfaçatez, em moldes empresariais”, explicou.

“Já há notícias de que, tal como ocorre em outras nações, o crime organizado começa a infiltrar-se em órgãos públicos, especialmente naqueles ligados à segurança e a multiplicar empresas de fachada para branquear recursos obtidos de forma ilícita. Isso lhes permite expandir a sua ação deletéria sob territórios cada vez maiores, dificultando o seu controle por parte das autoridades estatais”, disse Lewandowski.

O novo chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública ainda criticou as pessoas que acreditam que a solução para esse problema de segurança estrutural no Brasil precisa contar apenas com o aumento das punições previstas no Código Penal Brasileiro.

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Ministro da Defesa, José Múcio, e Flávio Dino, novo ministro do STF
Gilmar Mendes, ministro do STF
Ex-presidente Fernando Collor
Novo ministro do STF, Flávio Dino
Novo ministro Flávio Dino, do STF
Lewandowski cumpriu medida que determinava  o restabelecimento da aposentadoria
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Lewandowski cumpriu medida que determinava o restabelecimento da aposentadoria

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Ministro da Defesa, José Múcio, e Flávio Dino, novo ministro do STF
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Ministro da Defesa, José Múcio, e Flávio Dino, novo ministro do STF

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Gilmar Mendes, ministro do STF
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Gilmar Mendes, ministro do STF

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Ex-presidente Fernando Collor

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Novo ministro do STF, Flávio Dino

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Novo ministro Flávio Dino, do STF
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Novo ministro Flávio Dino, do STF

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Ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor
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Ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor

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Lewandowski discursa em posse como ministro da Justiça
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Lewandowski discursa em posse como ministro da Justiça

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O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
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O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo Lula no Congresso, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

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O deputado federal Otoni de Paula esteve na posse do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em fevereiro.
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O deputado federal Otoni de Paula esteve na posse do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em fevereiro.

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Os ex-presidentes Fernando Collor e José Sarney, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o futuro ministro do STF Flávio Dino, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
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Os ex-presidentes Fernando Collor e José Sarney, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o futuro ministro do STF Flávio Dino, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

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O ex-presidente Fernando Collor e os ministros do STF Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
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O ex-presidente Fernando Collor e os ministros do STF Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, na posse do novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski

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O ministro ressaltou que não basta exacerbar as penas previstas na legislação criminal ou promover o encarceramento em massa, “mesmo naqueles de menor potencial ofensivo”. Da mesma forma, não adianta dificultar a progressão do regime prisional, medida que constitui “importante instrumento de ressocialização”, segundo Lewandowski.

“Tais medidas, se levadas a efeito, só aumentariam a tensão nos estabelecimentos prisionais e ampliariam o número de recrutados para as organizações criminosas”, analisou.

De acordo com Lewandowski, para enfrentar o crime organizado no Brasil, é preciso aprofundar “as alianças com estados e municípios, que constitucionalmente detêm a responsabilidade primária pela segurança pública nas respectivas jurisdições”.

Lewandowski pede fim da “fragmentação federativa”

Além disso, Lewandowski defendeu a necessidade de “superar” a fragmentação federativa e “estabelecer um esforço nacional conjunto para neutralizar as lideranças das organizações criminosas e confiscar seus ativos”.

Também presente na cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “quer a harmonia necessária para ajudar a combater o crime”.

“Hoje, sabemos o que é o crime organizado não é coisa de uma favela, de uma cidade, de um estado. O crime organizado é uma indústria multinacional de fazer delitos internacionais”, completou Lula.

Confira como foi o evento no Palácio do Planalto:

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