Lava Jato: PF apura lavagem de dinheiro no Banco do Brasil

A partir de delações, investigadores identificaram que pelo menos R$ 100 milhões, em espécie, foram produzidos para o pagamento de propinas

atualizado 27/09/2019 16:02

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

A Polícia Federal deflagrou a 66ª fase da Operação Lava Jato, chamada Alerta Mínimo, na manhã desta sexta-feira (27/09/2019). Agentes da PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), cumprem sete mandados de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Natal (RN), expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Os investigadores apuram crimes de lavagem de dinheiro praticados por doleiros e funcionários do Banco do Brasil que teriam beneficiado empresas que tinham contrato com a Petrobras.

A partir de delações, a PF identificou que pelo menos R$ 100 milhões em espécie foram produzidos para o pagamento de propinas. “A produção de dinheiro em espécie, nesse caso, envolvia trocas de cheques obtidos junto ao comércio da grande São Paulo e abertura de contas sem documentação necessária ou com falsificação de assinaturas em nome de empresas do ramo imobiliário”, informa a Polícia Federal.

Há suspeita de que gerentes de agências bancárias davam suporte às operações para descontar cheques e elaborar pareceres internos com o objetivo de evitar fiscalização e ações de compliance do banco.

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