Villas Boâs ironiza Fachin sobre pressão de militares ao STF

General comentou notícia sobre as críticas feitas pelo ministro Fachin à pressão exercida pelos militares no Supremo Tribunal Federal

atualizado 16/02/2021 14:55

General Villas BôasIgo Estrela/Metrópoles

O ex-comandante do Exército general Eduardo Villas Bôas usou o Twitter nesta terça-feira (16/2) para ironizar uma crítica do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin à pressão dos militares sobre a Corte.

Em nota divulgada na segunda-feira (15/2), Fachin afirmou que a pressão de militares sobre o Poder Judiciário é “intolerável e inaceitável”.

O comentário do magistrado foi feito depois da revelação de que as postagens feitas pelo general Villas Bôas às vésperas de um julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2018, foram articuladas e escritas com participação do Alto Comando do Exército.

Villas Bôas respondeu um post sobre a notícia de Fachin com a frase: “Três anos depois”.

Em 3 de abril de 2018, véspera do julgamento do habeas corpus de Lula, do qual Fachin era relator, Villas Bôas escreveu no Twitter: “Nessa situação em que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais”.

Na semana passada, foi revelado que outros integrantes das Forças Armadas ajudaram Villas Bôas a escrever a nota.

No livro “General Villas Bôas: Conversa com o Comandante”, lançado pela editora FGV, o militar narrou que o texto dele foi redigido em conjunto com “integrantes do Alto Comando” da caserna. Atuais ministros do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) também participaram, segundo a Folha de S.Paulo.

A publicação, organizada por Celso Corrêa Pinto De Castro, é resultado de cerca de 13 horas de depoimentos concedidos pelo general entre agosto e setembro de 2019.

Villas Bôas foi comandante do Exército durante os governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), entre fevereiro de 2015 e janeiro de 2019.

O general tem uma doença rara e degenerativa e se locomove em cadeiras de rodas, além de respirar com a ajuda de aparelhos. Ele usa equipamentos de informática para se comunicar.

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