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Justiça

"Véio da Havan" terá que indenizar reitor da Unicamp chamado de "FDP"

A Justiça de São Paulo manteve condenação que obriga o empresário a indenizar o docente. Luciano Hang terá de pagar R$ 5 mil

Repórter de Justiça29/09/2020 14:10, atualizado 29/09/2020 15:16
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Redes Sociais/Reprodução
Luciano Hang

A Justiça de São Paulo manteve condenação que obriga o proprietário da rede de lojas Havan, Luciano Hang, a indenizar, em R$ 5 mil, o reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Conhecido como “Véio da Havan”, Hang ofendeu o reitor por meio de publicação realizada em seu perfil no Twitter. “Unicamp, final do ano passado, amigo meu acaba de me contar. Foi formatura do sobrinho. No final, o reitor grita: ‘Viva La Revolução’. E depois dizem que nossas universidades não estão contaminadas? Vá pra Venezuela reitor FDP [sic].”

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CPI da Covid pediu indiciamento de Hang por incitação ao crime
Luciano Hang é dono das lojas Havan
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Em 2018, durante as eleições, o empresário publicou vídeo no Facebook para anunciar o apoio ao, na época, candidato à presidência Jair Bolsonaro. Contudo, para pedir votos, ele pagou para impulsionar o vídeo, o que é considerado ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
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Em 2018, durante as eleições, o empresário publicou vídeo no Facebook para anunciar o apoio ao, na época, candidato à presidência Jair Bolsonaro. Contudo, para pedir votos, ele pagou para impulsionar o vídeo, o que é considerado ilegal pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Igo Estrela/Metrópoles
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Divulgação/ Arquivo Pessoal
Luciano Hang é dono das lojas Havan
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Luciano Hang é dono das lojas Havan

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Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
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Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Divulgação

A 1ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo havia condenado o empresário ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20,9 mil. A defesa dele recorreu e conseguiu a redução do montante.

Para a Justiça, o reitor afirmou ter sido vítima de fake news e pediu que Hang fizesse uma retratação pública em suas redes sociais.

No entanto, uma testemunha relatou ao TJSP que a declaração dada pelo docente é verdadeira e realmente teria ocorrido em formatura do curso de engenharia da computação da Unicamp. Por isso, a Justiça de SP excluiu a necessidade de retratação pública.