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Justiça

STF julga legalidade de decisão da Alerj que liberou deputados presos

Supremo avalia, nesta quarta-feira (6/12), se medida da Assembleia Legislativa do RJ em favor dos peemedebistas foi constitucional ou não

06/12/2017 05:30, atualizado 06/12/2017 10:22
RODRIGO MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
STF julga legalidade de decisão da Alerj que liberou deputados presos

Enquanto a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) protela o debate sobre uma possível cassação dos três deputados do PMDB presos na Operação Cadeia Velha, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará se houve ilegalidade na autorização de soltura dos políticos conferida pela Alerj.

O julgamento do Supremo terá início um dia após o Conselho de Ética da Alerj adiar a decisão sobre o pedido de cassação protocolado por nove deputados estaduais contra o ex-presidente da Casa, Jorge Picciani (foto), e colegas Paulo Melo e Edson Albertassi – todos do PMDB. Nesta quarta-feira (6/12), os ministros do STF terão que analisar se a Resolução nº 577/2017 – que determinou a soltura do trio, preso por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) – foi constitucional ou não.

A resolução da Alerj está sendo questionada no STF pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Ambas as ações argumentam que a ordem de soltura conferida pela assembleia carioca afronta os princípios da separação dos Poderes e do sistema federativo, além de contrariar precedentes do STF.

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Segundo Raquel Dodge, a decisão do Supremo que repassou ao Congresso Nacional a atribuição de confirmar medidas cautelares impostas pela Justiça a parlamentares – como ocorreu com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – não a estendeu às casas legislativas estaduais e municipais. A procuradora-geral também acrescentou que, no caso, o Supremo também não enfrentou a situação peculiar de um tribunal federal decretar a prisão de um parlamentar estadual, como no caso dos peemedebistas do Rio de Janeiro.

Picciani, Melo e Albertassi são investigados por uso da presidência da Alerj e de outros cargos para cometer uma série de crimes, como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, de acordo com a Polícia Federal. Os três foram presos em operação que é um desdobramento da Lava Jato no Rio e também apura pagamento de propina a políticos pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). (Com informações do STF)

STF julga legalidade de decisão da Alerj que liberou deputados presos