PT, PCdoB, PSol e PDT vão ao STF contra Bolsonaro e Carlos

O grupo de deputados quer que o presidente responda pelo crime de improbidade administrativa por acessar registros do caso Marielle

atualizado

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Bolsonaro e Carlos
1 de 1 Bolsonaro e Carlos - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

Após o Partido dos Trabalhadores (PT) apresentar uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deputados de quatro legendas decidiram, nesta terça-feira (05/11/2019), protocolar ação com o mesmo sentido. O grupo denuncia o chefe do Executivo por improbidade administrativa, por acessar registros do caso da vereadora Marielle Franco (PSol-RJ), executada a tiros no ano passado.

A informação foi confirmada pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), líder da minoria na Câmara. “A notícia-crime pede busca e apreensão do material pego por Bolsonaro e Carlos, acautelamento das provas pelo STF [Supremo Tribunal Federal (STF), que se apure a prática de crime de responsabilidade e que se instaure investigação da conduta das promotoras de Justiça que se apressaram em desqualificar as provas”, disse a parlamentar.

A medida teve como base a manifestação do chefe do Executivo, que disse ter “pegado as gravações” da portaria do condomínio onde a família tem imóvel no Rio de Janeiro para evitar adulteração. “Nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos; a voz não é minha. Não é o ‘seu Jair’”, afirmou Bolsonaro.

As gravações da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, são provas no inquérito sobre a morte da vereadora Marielle Franco. Na última semana, o Jornal Nacional citou o presidente. Segundo a reportagem, em depoimento, o porteiro do prédio teria dito que um dos envolvidos na execução, Élcio Queiroz, pediu para entrar e ir à casa de Bolsonaro. A entrada teria sido autorizada por alguém da casa do presidente – e o porteiro afirmou que a voz seria “do seu Jair”.

O presidente, contudo, desmentiu a informação. De acordo com os registros da portaria, Élcio visitou o ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes.

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