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Justiça

Moraes vota contra pedido de liberdade de Roberto Jefferson

Roberto Jefferson foi preso após disparar 50 vezes e atirar granadas contra policiais federais. Ele entrou com agravo contra decisão do STF

24/04/2023 13:02, atualizado 24/04/2023 16:05
Fábio Vieira/Metrópoles
São Paulo (SP) - 01/05/2021 - Manifestação em apoio ao Presidente Jair Bolsonaro em SP - O presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, durante ato com Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na Avenida Paulista, região central de São Paulo, neste sábado 01 de Maio, dia do Trabalhador. A manifestação é a favor do presidente, contra o governador João Doria (PSDB). Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou contra pedido de liberdade do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB). Réu em ação na Suprema Corte, Jefferson entrou com agravo regimental, recurso que tem o objetivo de fazer um tribunal rever sua própria decisão.

O político argumentou que a prisão em flagrante é de competência da Justiça do Rio de Janeiro e que no voto em que o STF aceitou a denúncia, ficou estipulado posterior declínio de competência do STF para a Justiça Federal do DF; que têm saúde frágil; que não há garantias de que sua liberdade causaria risco à ordem pública; que se compromete a seguir medidas restritivas, caso liberado; e, por fim, que já se comprometeu a doar as armas que tem.

Roberto Jefferson está preso desde 23 de outubro do ano passado, após atacar policiais federais com mais de 50 tiros e três granadas. Na ocasião, Jefferson estava em prisão domiciliar e os agentes o prenderiam novamente depois que o político desrespeitou determinações da Justiça, como a de não dar entrevistas, não receber visitas e não propagar desinformação nas redes sociais.

Moraes é o relator do processo que apura os crimes do político e, portanto, foi o primeiro a se posicionar sobre o agravo de Jefferson. O ministro argumentou que o declínio de competência do STF para a Seção Judiciária do DF só acontece após apreciação das medidas urgentes, incluindo o agravo regimental interposto pelo réu.

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Quanto ao estado de saúde de Jefferson, Moraes afirmou que a prisão tem “plenas condições” de fornecer o tratamento necessário e, em casos de exames, o político tem a possibilidade de recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o ministro do STF questiona os laudos médicos que indicam o mal-estar de saúde de Jefferson, já que foram assinados em 2021.

Por fim, o magistrado lembra que o réu descumpriu restrições impostas pela Justiça reiteradamente sempre que foi posto em liberdade.

“Novamente causam perplexidade os fundamentos do pedido da Defesa que, após o réu ter recebido a Polícia Federal com dezenas de tiros de fuzil e arremesso de granadas, e sem demonstrar estar na situação debilitada apontada, reitera argumentos já veiculados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental.  É o voto”, escreveu Alexandre de Moraes.

O julgamento é realizado por meio do plenário virtual, sistema eletrônico do STF que emula a apreciação física. O ministro-relator apresenta seu parecer na plataforma, onde os demais magistrados podem votar a favor ou contra. O prazo da sessão é de seis dias úteis, assim, os outros ministros do STF devem votar até 2 de maio.