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Candidato derrotado do PT ao Planalto, Fernando Haddad pode perder o livre acesso que tem
ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Em manifestação apresentada à Justiça Federal, o procurador regional Januário Paludo, da Operação Lava Jato, indicou que Haddad agora só deveria fazer visitas como amigo do ex-presidente,
não mais como advogado. Dessa maneira, os dois só poderiam se encontrar às quintas em um horário limitado. As informações são do Uol.

Em julho, no início da campanha, Haddad foi incluído no grupo de advogados de Lula no processo que cuida da execução penal do ex-presidente. No pedido para ter o ex-prefeito como defensor “com plenos e gerais poderes”, o ex-presidente citou sua condição de pré-candidato ao Planalto. Na época, Haddad já era tido como alternativa a Lula caso a candidatura do ex-presidente fosse barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o que veio a acontecer no final de agosto.

A defesa de Lula disse acreditar que Haddad poderia permanecer como advogado do ex-presidente mesmo após as eleições, em manifestação entregue à juíza Carolina Lebbos.

O procurador, no entanto, salienta que a procuração de Haddad confere poderes para que “sejam tomadas todas as medidas administrativas e judiciais com o objetivo de assegurar os direitos do outorgante [Lula] na condição de pré-candidato a presidente da República”.

“Tal situação deixou de existir com a impugnação da candidatura do apenado [Lula], razão pela qual perdeu o objeto da procuração outorgada, devendo Fernando Haddad limitar-se às visitas sociais”, mencionou Paludo na manifestação apresentada à Justiça na segunda-feira (3/11).