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O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que está esvaziada a liminar concedida pela Presidência da Corte suspendendo entrevistas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão a veículos de comunicação até decisão final do plenário sobre o tema. O ministro avalia que não há mais obstáculos que impeçam a fala do petista. As informações são do portal Jota.

Em novo despacho, Lewandowski pede que o presidente do STF, Dias Toffoli, decrete, “se entender”, a prejudicialidade da liminar, e imediato cumprimento da decisão que liberou entrevista de Lula. O magistrado ainda chama a liminar de heterodoxa.

Lewnadowski autorizou a conversa de Lula com jornalistas, durante a campanha, mas liminares dos ministros Dias Toffoli, presidente, e Luiz Fux, vice-presidente, suspenderam os efeitos da decisão. O ministro rebate os argumentos utilizados nas liminares, que se basearam no
“elevado risco de que a divulgação de entrevista com Lula, que teve seu registro de candidatura indeferido, cause desinformação” na véspera das eleições.

“Ou seja, a fundamentação utilizada para o reconhecimento do fumus boni iuris e do periculum in mora foi esvaziada após a realização da Eleição/2018, pela qual o povo brasileiro já conhece o futuro Presidente da República. Portanto, não há mais o suposto risco de interferência no pleito, pelo que cumpre restaurar, sem mais delongas, a ordem constitucional e o regime democrático que prestigia a liberdade de expressão e de imprensa”, escreveu.