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Justiça

Justiça de Goiás mantém tornozeleira com Rocha Loures, o homem da mala

MPGO promete recorrer, pois entende que o ex-deputado foi favorecido ao passar à frente de outros detentos

Larissa Rodrigues28/07/2017 18:53, atualizado 29/07/2017 10:28
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Dida Sampaio/Estadão
Justiça de Goiás mantém tornozeleira com Rocha Loures, o homem da mala

O juiz Reinaldo Alves Ferreira, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiás, negou o pedido do Ministério Público estadual (MPGO) e decidiu manter com Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) a tornozeleira eletrônica cedida para o ex-deputado. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (28/7).

Segundo o magistrado, “ao que tudo indica, como se depreende das informações prestadas ao autor (MPGO) pelo secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) seria o órgão que teria solicitado a cessão da tornozeleira, a qual teria sido cedida como forma de cooperação federativa”.

O promotor Fernando Krebs, responsável pela ação que pede a devolução do equipamento, informou que recorrerá da decisão, por meio de um agravo de instrumento que será apresentado ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). “A tornozeleira pertence ao estado e não deveria estar com o acusado. Se está, é porque houve favorecimento político”, suspeita Krebs.

Polêmica
O caso ganhou proporções de escândalo em Goiás, uma vez que, conforme o Metrópoles revelou no início deste mês, Rocha Loures passou à frente de outros 100 presos para conseguir o benefício. Com o sistema de monitoramento, ele pôde deixar o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para ficar detido em regime domiciliar.

O episódio custou o cargo de Victor Dragalzew Júnior, superintendente-executivo de Administração Penitenciária da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. Ele foi exonerado na última sexta (21). A publicação do ato, assinado pelo governador Marconi Perillo (PSDB), consta em edição extra do Diário Oficial do DF divulgada no dia 24.

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O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica
Loures é um político muito próximo a Michel Temer
O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala
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Rocha Loures foi preso no fim de junho
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Rocha Loures foi preso no fim de junho

Michael Melo/Metrópoles
O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica
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O ex-deputado furou fila ao conseguir uma tornozeleira eletrônica

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Loures é um político muito próximo a Michel Temer
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Loures é um político muito próximo a Michel Temer

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O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala
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O presidente seria o destinatário da propina que Loures levava em uma mala

JBatista/Agência Câmara
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Brizza Cavalcante/Agência Câmara
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Kacio Pacheco/Metrópoles

STF
Rodrigo Rocha Loures ficou preso em Brasília entre 3 de junho e 1º de julho. No dia 30 de junho, ele conseguiu o direito à prisão domiciliar. A decisão foi do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. No entanto, o benefício estava condicionado ao uso da tornozeleira eletrônica.

Como o DF não tinha o equipamento, o aparelho foi cedido pelo estado de Goiás. Acionada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública goiana negou que Rocha Loures tenha furado fila e disse que a concessão de tornozeleiras foi regularizada em 14 de junho.

Porém, documentos obtidos com exclusividade pelo portal mostram que, desde que Loures deixou a Papuda, ao menos outros três detentos de Goiás foram impedidos de migrar para a prisão domiciliar no estado por falta do aparelho eletrônico.

Rodrigo Rocha Loures foi preso após gravações feitas pela Polícia Federal apontarem que ele recebeu uma mala com R$ 500 mil, suposta propina paga pelo frigorífico JBS e que teria como destinatário final o presidente Michel Temer (PMDB).