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A Justiça Eleitoral abriu ação contra o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) por suposto caixa 2 de R$ 2,6 milhões na eleição de 2012. O petista foi alvo da Operação Cifra Oculta, responsável por investigar pagamentos da UTC Engenharia para sua candidatura.

A acusação formal atribui ao petista caixa 2 na campanha que o elegeu. A Promotoria acusa outros quatro na mesma denúncia: o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Francisco Macena, responsável pela contabilidade da campanha, e os empresários e donos das gráficas Francisco Carlos de Souza e Ronaldo Cândido.

A denúncia foi entregue à 1.ª Zona Eleitoral, por violação ao artigo 350 do Código Eleitoral – sanção de até cinco anos de reclusão. A promotoria imputa a Haddad falsidade ideológica, conteúdo falso, na prestação de contas de 2012.

“Haddad omitiu informações, bem como inseriu dados inexatos, que não correspondem à realidade”, afirma a promotoria.

Defesa
De acordo com a assessoria do ex-prefeito Fernando Haddad, “o juiz Francisco Schintate da 1.ª zona eleitoral confirmou que a denúncia apresentada pelo promotor Luiz Henrique Dal Poz apenas cumpriu as formalidades legais.”

“Uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 15 de julho. Depois disso, o juiz definirá o prazo para apresentação da defesa. Antes disso, não há como o ex-prefeito ser considerado réu”.

Sobre a denúncia do promotor, Fernando Haddad afirma “que sua defesa vai questionar a delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, pois em fevereiro de 2013 a prefeitura, sob gestão de Haddad, suspendeu a obra do túnel da avenida Roberto Marinho, em São Paulo, contrariando interesses do empreiteiro.”

 

 

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