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Nenhuma testemunha de defesa dos irmãos Joesley (foto em destaque) e Wesley Batista foi ouvida nesta terça-feira (10/4) na Justiça Federal, em São Paulo. Elas deporiam no processo que apura se os donos da holding J&F, controladora da JBS, teriam usado informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro.

A investigação se refere à venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A, e à compra de contratos futuros e a termo de dólar no mercado financeiro. As transações foram feitas em abril e maio do ano passado, antes da divulgação dos áudios de conversas de Joesley com o presidente Michel Temer (MDB-SP) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que levaram à apresentação de denúncias contra ambos.

Duas testemunhas prestariam depoimentos na manhã desta terça, ambas por videoconferência. No entanto, a defesa acabou desistindo de ouvir uma delas e o depoimento da outra acabou adiado, pois foi anexado um estudo ao processo ao qual o Ministério Público Federal ainda não teve acesso – a testemunha falaria sobre ele. Por isso, o MPF solicitou nova data para a oitiva.

Nesta segunda (9), no mesmo processo, foram ouvidas duas testemunhas de acusação, integrantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e uma de defesa. Ao todo, os defensores dos empresários tinham arrolado 10 testemunhas, mas, além da desistência ocorrida nesta manhã, mais duas foram registradas nas audiências de segunda. As demais testemunhas de defesa deverão ser ouvidas no dia 26 de abril.

O juiz decretou sigilo sobre o processo. Assim, as audiências ocorrem sem que a imprensa possa acompanhá-las.

 

 

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