Gilmar Mendes após novos diálogos da Vaza Jato: “Que gente ordinária!”

Ministro do STF criticou a atuação dos membros da Lava Jato e citou as novas mensagens envolvendo a morte da mulher do ex-presidente Lula

Foto: Michael Melo/MetrópolesFoto: Michael Melo/Metrópoles

atualizado 27/08/2019 18:25

Em meio a sessão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (27/08/2019), o ministro Gilmar Mendes teceu duras críticas aos procuradores da Operação Lava Jato. Ele citou as novas mensagens divulgadas pela manhã e disse que os membros da força-tarefa são “gente ordinária”.

“Que gente ordinária. Se achavam soberanos. E nós somos cúmplices. É altamente constrangedor para este tribunal”, disparou o magistrado. “Gente tramando patifaria no submundo”, continuou.

Ainda com relação aos diálogos publicados pelo site The Intercept, em parceria com o portal Uol, Gilmar Mendes lamentou as falas dos procuradores sobre a morte de Dona Marisa, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Gente que comemora a morte de alguém. Que falta de sensibilidade moral”, declarou.

Para o ministro, os procuradores da Lava Jato não cumpriram com o seu devido papel e interferiram em causas que não são inerentes à atuação da força-tarefa. “Descobri agora que o chefe do Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] nacional, trazido por [Sergio] Moro, prestava serviços a [Deltan] Dallagnol ilegalmente. Descemos demais na escala das degradações”, avaliou.

“Gente que tem que ter imparcialidade, essência, que tem a obrigação de não fazer excesso de acusação, fazendo esse tipo de coisa. Faltou controle. É gente com a mente muito obscura. Isso é a República de Curitiba”, avaliou Gilmar Mendes. E finalizou: “É preciso que haja um instrumento para o combate à corrupção. Não se combate crimes cometendo crimes”.

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