Fux alega foro íntimo para não relatar ação de João de Deus no STF
Réu por violação sexual e estupro de vulnerável, o médium está preso desde 16 de dezembro no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiás

Assim como o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seu colega, ministro Luiz Fux, também se declarou impedido para julgar um habeas corpus do médium João de Deus, que tenta a liberdade na Suprema Corte. Réu por violação sexual e estupro de vulnerável, o líder religioso está preso desde 16 de dezembro no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia. Com informações do Estadão.
Nesta quinta-feira (28/2), um pedido de liberdade do médium foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No STF, João de Deus tenta a liberdade desde o dia o último dia 15. Na ocasião, o processo foi distribuído para a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Seis dias depois, Gilmar mandou o processo para a presidência para ser redistribuído, declarando-se suspeito para julgar o habeas corpus, por motivo de “foro íntimo”.
Com isso, na última terça (26), o processo foi levado a outro relator – desta vez, Fux. Mas o caminho foi o mesmo de Gilmar. Nesta quinta, Fux pediu que o processo seja devolvido à presidência para ser, novamente, redistribuído, também por razões de “foro íntimo”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Código de Processo Civil prevê que um juiz pode se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, e dessa forma, não tem a obrigação de declarar suas razões para não querer julgar o processo.
João de Deus é conhecido de alguns dos ministros do STF. Como mostrou a Coluna do Estadão em dezembro, os ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso já se consultaram com o médium. A Coluna apurou que Luiz Fux e Rosa Weber também o conhecem.
O líder religioso inclusive foi convidado para a posse de Rosa como presidente do TSE, que ocorreu em agosto do ano passado.



