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Justiça

Fachin quer julgar pedido de liberdade de Lula ainda neste mês

A data da votação depende da presidente do STF, Cármen Lúcia. Caberá ao relator da Lava Jato no Supremo decidir sobre inelegibilidade

01/08/2018 15:54, atualizado 01/08/2018 16:19
Daniel Ferreira/Metrópoles
Fachin quer julgar pedido de liberdade de Lula ainda neste mês

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), considera ideal que a Corte decida ainda em agosto sobre o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato. O magistrado falou com a imprensa antes de entrar na sessão plenária da tarde desta quarta-feira (1º/8).

Dia 15 deste mês é o prazo-limite para o registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista é pré-candidato à Presidência da República, e pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, já que teve a condenação confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Questionado sobre essa data, o ministro destacou que a votação depende de quem “gestiona” a pauta do STF, que é a presidente da Corte, Cármen Lúcia. Ainda indagado se recomendaria o julgamento antes do dia 15, Fachin afirmou que “toda celeridade em matéria eleitoral é importante para não deixar dúvida no procedimento”.

Caberá a Fachin, relator do pedido de suspensão dos efeitos da condenação de Lula – como inelegibilidade e prisão –, decidir se a Corte irá avançar sobre a questão eleitoral (inelegibilidade) na análise desse recurso, além da questão da liberdade. Antes do recesso judiciário, que se encerrou nessa terça (31/7), o ministro deu um prazo para que os advogados do petista esclareçam se querem ou não que o STF debata essa questão. A manifestação ainda não foi enviada.

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Estratégia
O PT aposta na estratégia de registrar, no dia 15 de agosto, o pedido de candidatura de Lula no TSE. Assim, teria a questão da inelegibilidade respondida pela Corte Eleitoral, para só então recorrer ao STF, em provável negativa do TSE.

Cármen Lúcia deve dar prioridade máxima ao julgamento do pedido do petista. A ministra compartilha da visão de Fachin, que é importante dar celeridade ao caso.

Em 28 de junho, na última sessão plenária do primeiro semestre, a presidente anunciou que, tão logo o processo fosse liberado por Fachin para julgamento, iria incluí-lo na pauta do plenário “imediatamente”. Nesta quarta (1º), os ministros voltaram do recesso.

A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou sobre o pedido de esclarecimento de Fachin. Por outro lado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou manifestação nessa semana, na qual se posicionou contrária ao recurso para suspender os efeitos da condenação de Lula.

Fachin quer julgar pedido de liberdade de Lula ainda neste mês