“Essa campanha contra a Lava Jato está beirando o ridículo”, diz Moro

Ministro da Justiça se disse defensor da liberdade de imprensa. Ao criticar vazamento de diálogos, pediu reportagens “autênticas e sérias"

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 16/07/2019 14:56

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi às redes sociais, na manhã desta terça-feira (16/07/2019), protestar contra os novos vazamentos de mensagens trocadas entre ele e procuradores da Operação Lava Jato. Apesar dos ataques, o ex-juiz se diz defensor da liberdade de imprensa.

Moro afirmou que as reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil em parceria com outros veículos nada mais são do que uma “campanha a favor da corrupção que está beirando o ridículo”. O ministro ainda ironizou ao pedir, logo em seguida, que os meios de comunicação publiquem “algo sério e autêntico.”

“Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha contra a Lava Jato e a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizarem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”, escreveu Sergio Moro.

Últimos vazamentos
No domingo (14/07/2019), foi divulgado que o procurador federal e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, teria montado um plano de negócios para lucrar com a fama conquistada nas investigações. “Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, assinalou.

Um dia depois, na noite dessa segunda-feira (15/07/2019), novos diálogos vieram à tona na voz do radialista Reinaldo Azevedo, da BandNews FM. Na ocasião, Dallagnol teria pedido R$ 38 mil a Moro para uma campanha publicitária. “Avalie de modo absolutamente livre e se achar que pode, de qualquer modo, arranhar a imagem da Lava Jato, de alguma forma, nem nós queremos”, completa.

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