CNJ decide nesta terça se abre processo contra desembargador da carteirada
Eduardo Siqueira, do TJSP, virou alvo de representação ao humilhar guardas que o abordaram por não usar máscara contra o coronavírus

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai julgar, nesta terça-feira (25/8), três ações apresentadas contra o desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que foi filmado humilhando guardas municipais durante abordagem por não usar máscara de proteção contra o coronavírus. A sessão, que será transmitida por videoconferência, começa às 14h.
Uma das reclamações foi aberta pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins. O Conselho listou condutas do magistrado pelas quais ele teria infringido a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética, além do Código Penal e da lei de abuso de autoridade.
Caso o processo disciplinar seja aberto contra Siqueira, ele poderá sofrer punições que vão desde a mais simples, que é a advertência, até a mais rígida, a aposentadoria compulsória – neste caso, o magistrado deve esperar três anos afastado antes de advogar no juízo ou tribunal onde atuava.
Relembre
No dia 18 de julho, o desembargador apareceu, em vídeo, sem máscara, sendo abordado por guardas municipais. Após um pedido para que ele colocasse o equipamento de proteção, Siqueira perdeu o controle a atacou os agentes: “Você quer que eu jogue na sua cara? Faz aí a multa”. Ao receber a autuação, rasgou o papel e o jogou no chão – ato pelo qual recebeu nova punição.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNa sequência, em uma suposta ligação ao Secretário de Segurança Pública do município, Sérgio Del Bel, ele se apresentou e disse: “Estou aqui com um analfabeto de um PM seu”. O caso gerou polêmica nas redes sociais.
Após a repercussão, o desembargador pediu desculpas, afirmando que se exaltou com o guarda e que a atitude foi tomada após “uma série de confusões normativas que têm acontecido durante a pandemia”. Contudo, ele voltou a sair sem máscara.
No dia 6 de agosto, o magistrado foi flagrado novamente desrespeitado decreto municipal de Santo, no litoral paulista. Imagens registraram o magistrado sem máscara em praia e, ao ser questionado, ironizou afirmando que “não dá bola”.













