Caso Daniel: Defesa tenta libertar Cristiana com voto de Gilmar Mendes

Representante da família Brittes quer usar decisão dada pelo ministro para embasar a tentativa de reverter a prisão de Cristiana

atualizado 21/11/2018 12:44

Reprodução/Facebook

O advogado de defesa da família Brittes usaram uma decisão do ministro Gilmar Mendes para embasar uma tentativa de reversão da prisão temporária de Cristiana Brittes, que foi presa pelo envolvimento no assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêia.

As informações são do portal UOL.

A decisão do ministro Gilmar Mendes, na qual a defesa se baseia, é uma liminar em favor da advogada Adriana Ancelmo e faz parte do processo da Lava Jato. Adriana é mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e foi condenada por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Na liminar, Gilmar Mendes aceitou o argumento de que advogada precisava ficar perto de seus dois filhos, um deles com 11 anos de idade. Adriana foi sentenciada então ao regime de prisão domiciliar.

O Advogado Cláudio Dalledone Júnior, que representa a família Brittes, usou essa decisão do ministro Gilmar Mendes para protocolar um embargo declaratório na última segunda-feira (19/11).

No embargo, encaminhado à 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais (PR), o advogado cita a decisão do ministro e alega que Cristiana precisa cuidar da filha caçula do casal, de 11 anos, já que o pai e a irmã mais velha também estão presos.

A defesa ainda declarou que existe uma enorme similaridade entre os dois casos, uma vez que a filha dos Brittes não possui parentes que possam se responsabilizar por ela. A criança tem sido acolhida por amigos e vizinhos, que se revezam em seus cuidados.

A Justiça deve responder ao embargo nos próximos dias.

Ameaça às testemunhas
O Juiz da 1ª Vara Criminal, Siderlei Ostrufka Cordeiro, negou um pedido de revogação de prisão temporária de Cristinana no último dia 15. No entendimento do Juiz, a prisão de Cristina contribuiu para o andamento das investigações e sua soltura poderia prejudicar o processo se fosse posta em liberdade.

Para o juiz, existe tanto a possibilidade de alteração de provas como a de coação de testemunhas. Segundo as testemunhas do caso, dois dias depois da morte de Daniel, Cristiana estava ao lado do marido em um encontro em um shopping, quando elas (as testemunhas) foram ameaças para mentir sobre os acontecimentos na manhã do crime.

A prisão temporária é válida por 30 dias. Cristiana foi presa no dia 31 de outubro e deve ser solta ao fim do prazo, caso a Justiça não autorize a renovação da prisão.

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