André Mendonça defende que cristão possa discordar do “homossexualismo”

O ministro da Justiça criticou a abertura do inquérito contra a cantora gospel Ana Paula Valadão por declarações consideradas homofóbicas

atualizado 03/12/2020 23:44

Ministro Justiça André Mendonça Coletiva TSE no centro divulgação das eleições CDE. Na foto Ministro Luiz Carlos Barroso eleicoes brasil 6Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Justiça, André Mendonça, usou as redes sociais, nesta quinta-feira (3/12), para se manifestar sobre um assunto polêmico. Ele defendeu que pessoas com “base em suas convicções religiosas” possam discordar e questionar o “homossexualismo”.

O integrante do governo Bolsonaro saiu em defesa da cantora gospel e pastora evangélica Ana Paula Valadão, que nesta semana se tornou alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) por declarações consideradas homofóbicas, feitas em 2016.

Em publicação no Twitter, o ministro da Justiça começa afirmando que respeita os homossexuais, mas escreve que isso não significa que o cristão tenha que concordar com a homossexualidade.

“Respeito os homossexuais. Aliás, respeito é um princípio cristão. Contudo, isso não significa que o cristão deva concordar ou não possa questionar o homossexualismo (sic) com base em suas convicções religiosas”, escreveu.

Mendonça citou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de junho de 2019, que, ao equiparar o crime de homofobia e transfobia ao racismo, fez ressalvas no sentido de deixar claro que a repressão contra essas condutas não restringe o exercício de liberdade religiosa. “O próprio STF assim reconheceu. Os direitos às liberdades de expressão e religiosa são inalienáveis”, completou.

Na publicação no Twitter, Mendonça saiu em defesa de Ana Paula Valadão e disse que a abertura do inquérito contra a cantora e evangelista é um “processo de perseguição”.

“Por isso não aceito o processo de perseguição a que está sendo submetida a cantora e evangelista Ana Paula Valadão. Espero que a Justiça garanta os direitos desta cidadã brasileira, assim como tem garantido os direitos à liberdade de expressão de quem pensa em sentido contrário”, disse o ministro da Justiça.

Durante um evento gospel em 2016, Ana Paula disse que uma relação homossexual “não é normal” e associou a união homoafetiva à Aids.

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