Justiça rejeita votação secreta em nova eleição à presidência da Alerj
Desembargadora do TJRJ avaliou que formato da votação é uma questão interna da Casa. Eleição está marcada para a manhã desta sexta (17/4)
atualizado
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A presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargadora Suely Lopes Magalhães, negou na noite desta quinta-feira (16/4) um pedido para que a eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) fosse realizada por voto secreto.
A eleição para o comando da Casa está marcada para a manhã desta sexta-feira (17/4). O cargo está vago desde a cassação de Rodrigo Bacellar, condenado no mesmo julgamento que tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível.
Com a decisão, a disputa terá votação aberta, como prevê o regimento. Em março, a Alerj chegou a eleger Douglas Ruas para a presidência, mas o resultado foi anulado pelo TJRJ. O tribunal entendeu que a eleição dependia da formalização dos trâmites para a substituição definitiva de Bacellar.
Suely Lopes Magalhães afirmou que o formato da eleição da Mesa Diretora da Alerj envolve questões internas do Legislativo que não podem ser decididos pela Justiça.
“A definição da modalidade de votação para a escolha da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa – se aberta ou fechada – concerne à autonomia organizacional da Casa Legislativa”, disse.
Ao analisar a ação apresentada pelo PDT, a presidente em exercício do TJRJ disse, também, que as questões apontadas pelo partido sobre possíveis “interferências” externas na disputa da Alerj não poderiam ser analisadas nesse tipo de ação.
Oposição ameaça boicote
Mais cedo, dirigentes do partido e de outras siglas aliadas ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) indicaram que só lançariam candidato se a votação fosse secreta. Com o voto aberto, a tendência é de que o grupo boicote a sessão.
Membros da bancada do PL decidiram na tarde desta quinta que Douglas Ruas (PL) deve seguir como candidato à presidência da Alerj.
