Juíza suspende proibição para escolas cívico-militares em Minas Gerais

Programa das escolas cívico militares tinha sido suspenso em dezembro, mas agora poderá transcorrer durante o ano letivo de 2026

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Michael Melo/Metrópoles
imagem colorida mostra adolescentes em escola usando uniforme em frente a militar da PM, que usa farda
1 de 1 imagem colorida mostra adolescentes em escola usando uniforme em frente a militar da PM, que usa farda - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Está suspensa uma decisão do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) que determinava a interrupção do Programa Escolas Cívico-Militares no estado. Por meio de liminar concedida nessa terça-feira (21/1), a juíza Janete Gomes Moreira, da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, restabeleceu a continuidade do programa, que poderá seguir normalmente durante o ano letivo de 2026.

A determinação da magistrada foi por uma questão de competência. Segundo ela, a Corte mineira de Contas ultrapassou os limites constitucionais do controle externo, já que modelos de gestão educacional seriam atos discricionários do Poder Executivo, desde que respeitado o ordenamento jurídico.

A juíza afirmou ainda que, embora os tribunais de contas tenham poder de cautela para proteger o dinheiro público, “não lhes compete interferir no mérito de políticas públicas, especialmente quando não demonstrada lesão concreta e atual ao patrimônio do estado”.

Na decisão da suspensão, o TCE argumentou que a Política Educacional Gestão Compartilhada: Escolas Cívico-Militares deveria ser suspensa justamente por não ser apoiada em lei formal — além de apresentar irregularidade orçamentária ( inexistência de previsão orçamentária compatível com a política) e desvio de finalidade (militares da reserva teriam sido contratados para serem supervisores e monitores e teriam sido pagos com recursos da Segurança Pública). 

“Perigo de dano reverso”

A juíza ainda alegou o que denominou como “perigo de dano reverso”, pois a suspensão do programa, inicialmente determinada pelo TCE em agosto de 2025 e confirmada no último 17 de dezembro, afetaria a trajetória escolar dos alunos “desestruturando o planejamento do ano letivo de 2026”. Atualmente, nove escolas mineiras adotam o modelo.

Após a decisão, a ação passou a tramitar como ação civil pública e o estado de Minas Gerais deve complementar a petição inicial com argumentação e confirmação do pedido de tutela final em até 15 dias.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?