Juiz: soltura de empresário que matou gari “violaria ordem pública”

Tribunal mineiro converteu a prisão em flagrante de Renê em preventiva e o suspeito deve ser encaminhado a um dos presídios

atualizado

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Foto colorida de René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de René da Silva Nogueira Júnior ao lado da esposa, a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira - Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Justiça de Minas Gerais avaliou nesta quarta-feira (13/8) que a soltura do empresário Renê da Silva Nogueira Júnior “violaria a ordem pública”. Ele teve a prisão convertida em preventiva durante a audiência de custódia.

Renê é acusado de assassinar a tiros um gari e teve prisão preventiva pedida pelo promotor de Justiça Alderico de Carvalho Júnior e aceita pelo juiz. Após a decisão, Renê deve ser encaminhado a um dos presídios no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) da Gameleira.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou que o suspeito seja investigado por homicídio duplamente qualificado, em razão do crime acontecer por “discussão banal” e da gravidade da conduta que “extrapola o que seria admitido como normal”, segundo o órgão.

“O promotor avaliou que, em juízo de probabilidade, eventual soltura de Renê violaria a ordem pública – entendimento acolhido pelo juiz, que decretou a prisão preventiva”, disse o MPMG, em nota.


Entenda o caso

  • O crime brutal aconteceu nessa segunda-feira (11/8), após um desentendimento no trânsito. Laudemir outros colegas de trabalho recolhiam resíduos, quando Renê passou com seu carro elétrico e pediu que o caminhão do serviço de limpeza urbana se retirasse da via porque, segundo ele, causava obstrução na passagem.
  • A motorista do caminhão disse a René que, apesar do caminhão estar na frente, ainda era possível passar com o carro na via ao lado. O empresário ameaçou dar tiros, caso ela não tirasse o veículo. Após ultrapassar o caminhão, o empresário saiu do carro e atirou contra Laudemir, atingindo o trabalhador
  • No local, os policiais encontraram Laudemir deitado com intenso sangramento no tórax. Ainda com sinais vitais, o rapaz foi transportado para o Hospital Santa Rita, em Contagem.
  • Médicos da unidade hospitalar constataram que a bala perfurou a costela direita de Laudemir, atravessando o corpo e ficando alojada em seu ante-braço esquerdo.
  • O trabalhador não resistiu aos ferimentos e a causa da morte foi apontada como hemorragia interna provocada pelo projétil, que ficou alojado no corpo.

O Ministério também ofereceu a denúncia para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) dar continuidade nas investigações da morte do gari, no qual o principal suspeito é Renê.

O órgão ainda acrescentou que Renê continuará preso até o desfecho da investigação, com a coleta de provas como imagens de câmeras, exames periciais e oitivas de testemunhas sem interferência indevida do acusado.

Após isso, um novo julgamento é realizado e pode determinar o aumento ou redução da pena do suspeito.

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