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Na Mira

Justiça mantém preso empresário suspeito de atirar e matar gari

De acordo com os garis, o empresário estava muito alterado. René da Silva Nogueira Junior negou até ter passado pelo local do crime

13/08/2025 10:39, atualizado 13/08/2025 10:55
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Reprodução / Redes sociais
Justiça mantém preso empresário suspeito de atirar e matar gari

Principal suspeito de matar um gari após briga de trânsito em Belo Horizonte (MG), o empresário René da Silva Nogueira Junior passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (13/8) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Com isso, ele deve seguir preso até um eventual julgamento. O homem é investigado por atirar contra o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, na segunda-feira (11/8).


Entenda o caso:

  • O crime foi cometido pela manhã, enquanto a vítima trabalhava na coleta de lixo no bairro Vista Alegre.
  • Testemunhas relataram à polícia que Laudemir e outros garis recolhiam resíduos quando o empresário passou de carro.
  • René pediu que o caminhão fosse retirado da via para que pudesse passar com seu veículo elétrico.
  • Após breve discussão com a motorista do caminhão, ele desceu do carro armado e efetuou disparos.
  • Laudemir foi atingido na região da costela. René entrou no veículo e fugiu.
  • A vítima chegou a ser socorrida e levada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
  • A causa da morte foi hemorragia interna provocada pelo projétil, que ficou alojado no corpo.
  • A prisão do empresário aconteceu horas depois, em uma academia de luxo no bairro Estoril, durante ação conjunta das polícias Civil e Militar.
  • René foi levado para o Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura o crime.

Imagens:

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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)
Foto de Renê preso
Momento em que Renê é preso na academia
Foto do empresário nas redes sociais
Foto do empresário em um evento
Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos
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Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos

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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)
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Laudemir de Souza Fernandes, gari assassinado em Belo Horizonte (MG)

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Foto de Renê preso

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Momento em que Renê é preso na academia
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Momento em que Renê é preso na academia

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Foto do empresário em um evento
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Foto do empresário nas redes sociais

“Foi embora tranquilamente”

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), depois de atirar, René foi embora “tranquilamente”, como se nada tivesse acontecido. Em coletiva à imprensa, os delegados relataram que o empresário negou o crime e até que tenha passado pelo local.

Segundo o delegado Evandro Radaelli, René afirmou que saiu de casa em direção à empresa onde trabalha, em Betim (MG), e enfrentou trânsito incomum no trajeto.

O delegado destacou ainda que, em depoimento, René apresentou horários “picados” sobre suas atividades no mesmo dia em que o gari foi assassinado. Ele contou que saiu de casa às 8h07, foi até a empresa, almoçou, voltou pra casa, trocou de roupa, passeou com os cães e foi para a academia.

Arma usada no crime

Durante as investigações, os policiais apreenderam uma arma que pertence à esposa de René, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino Nogueira. A perícia vai analisar se foi essa arma que ele usou no crime.

A Polícia Civil informou que a Corregedoria abriu processo administrativo para apurar se o empresário tinha acesso à arma da esposa e se ela sabia de alguma coisa.

Em depoimento, a delegada negou qualquer envolvimento. Até agora, não há indícios de participação dela, e, por isso, Ana Paula segue no cargo.