Janja x Nikolas: veja vídeos da troca de farpas que repercutiram nas redes

Troca de farpas entre Janja e Nikolas envolve PL da misoginia, acusações de fake news e debate sobre violência contra mulher

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra Janja e Nikolas - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trocam farpas desde a semana passada nas redes sociais. O embate, que segue repercutindo, gira em torno do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia.

Na mais recente atualização do episódio de críticas públicas, Janja se manifestou nesta segunda-feira (30/3) após ser chamada de “sonsa” pelo parlamentar e voltou a criticar os ataques direcionados a ela nas redes sociais. A primeira-dama reafirmou que seguirá firme na defesa dos direitos das mulheres.

Assista:

 

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Entenda a troca de farpas

A discussão começou na última quinta-feira (26/3), quando Nikolas criticou publicamente o PL da Misoginia. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a proposta seria exagerada. “Falar mal de uma mulher será mais grave do que ela tomar um tapa na cara. A Câmara tem o dever de derrubar essa loucura”, escreveu.

Veja post:

No dia seguinte, sexta-feira (27/3), Janja saiu em defesa do projeto. Sem citar diretamente o deputado, ela criticou o que chamou de disseminação de informações falsas sobre a proposta e fez referência ao movimento conhecido como “redpill” – termo usado na internet para descrever grupos que difundem visões críticas ou hostis ao feminismo e às relações de gênero.

Embora não tenha citado nominalmente Nikolas Ferreira, internautas viram no discurso da primeira-dama uma indireta ao parlamentar mineiro.

“Queria também deixar registrado aqui um pouquinho da minha revolta com um certo grupo de homens ou talvez um específico, que tem a cara de pau de na internet fraudar um projeto de lei disseminando fake news (…) enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada”, declarou Janja. “Nós mulheres não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.”

Veja vídeo:

 

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Nikolas chama Janja de “sonsa”

A troca de críticas públicas continuou no domingo (29/3), quando Nikolas publicou um vídeo respondendo às declarações de Janja. O deputado rebateu as falas da primeira-dama e fez críticas diretas à sua postura.

“Não adianta vir com essa fala mansa e essa cara de sonsa. [Não adianta] querer, aqui, colocar como se eu explicar uma lei da misoginia, que na verdade não tem nada a ver com agressão contra mulher, mas que na verdade está querendo fazer um patrulhamento do que pode ou não ser dito”, disse.

Ele também afirmou que o projeto não trata de agressão física, mas de controle sobre o que pode ser dito, e acusou apoiadores da proposta de usar o termo misoginia para silenciar opiniões divergentes.

Assista:

Nesta segunda-feira (30/3), Janja voltou a se posicionar nas redes sociais. Novamente sem citar nominalmente o deputado, ela falou sobre pessoas que “perdem tempo atacando” e a “difamando” nas redes sociais.

“Enquanto uns mentem e distorcem informações sobre um Projeto de Lei criado para proteger e salvar a vida das mulheres, continuamos sendo mortas por homens todos os dias em nosso país (…) enquanto uns perdem tempo me atacando e me difamando nas redes sociais, mulheres seguem sendo vítimas de homens que se acham no direito de interromper suas vidas”, escreveu a primeira-dama.

O embate entre os dois ocorre em meio à tramitação do projeto e amplia a repercussão do tema nas redes sociais.

PL da Misoginia

O PL da Misognia foi aprovado no Senado Federal na última quarta-feira (24/3). A proposta equipara a misoginia, o ódio contra mulheres, ao crime de racismo e foi encaminhado para análise da Câmara dos Deputados.

O texto inclui a misoginia na Lei nº 7.716/1989 (Lei do Racismo). A injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa.

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