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Jair Bolsonaro

Bolsonaro publica foto com Moro e menções à Vaza Jato

Desde o pedido de demissão, Moro e Bolsonaro têm trocado farpas em pronunciamentos e pelas redes sociais

25/04/2020 10:19, atualizado 25/04/2020 13:12
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Moro e Bolsonaro
Bolsonaro publica foto com Moro e menções à Vaza Jato

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) citou neste sábado (25/04) a Vaza Jato, série de reportagens que revelaram uma relação de proximidade entre o então juiz federal Sergio Moro com integrantes do Ministério Público Federal (MPF). A menção foi feita em uma foto, com a cronologia das revelações e o presidente abraçando Moro como suposto desfecho (veja abaixo).

Sob o argumento de que a integridade das investigações e a autonomia da Polícia Federal não podiam mais ser garantidas, Moro pediu demissão do Ministério da Justiça e da Segurança Pública nessa sexta-feira (24/04).

Na foto, Bolsonaro e o então ministro aparecem no desfile de 7 de setembro demonstrando proximidade.

“A Vaza Jato começou em junho de 2019. Foram vazamentos sistemáticos de conversas de Sergio Moro com membros do MPF. Buscavam anular processos e acabar com a reputação do ex-juiz. Em julho, PT e PDT pediram a prisão dele. Em setembro, cobravam o STF. Bolsonaro no desfile do dia 7 fez isso”, destaca a legenda da imagem.

Desde o pedido de demissão, Moro e Bolsonaro têm trocado farpas em pronunciamentos e pelas redes sociais.

Mais cedo, Moro resgatou uma campanha da pasta contra a corrupção. “‘Faça a coisa certa, pelos motivos certos e do jeito certo’ foi o lema de campanha de integridade que fizemos logo no início”, escreveu no Twitter.

O estopim para a crise que levou ao rompimento foi a exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Moro alega que não foi avisado do desligamento, mesmo com a sua assinatura constando no documento.

O delegado foi substituído por Alexandre Ramagem, atual diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência(Abin) e ex-chefe da segurança de Bolsonaro.

Moro deixou o ministério acusando o presidente de querer controlar as atividades da Polícia Federal e disse que estava preocupado com investigações.