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Jair Bolsonaro

Bolsonaro diz que escolheu Faria "pela vida com a família do Silvio Santos"

O presidente negou que o nome do deputado do PSD para comandar o Ministério das Comunicações tenha sido indicação do Centrão

11/06/2020 08:35, atualizado 11/06/2020 13:37
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Presidente Jair Messias Bolsonaro cumprimenta apoiadores e fala com a imprensa

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou na noite dessa quarta-feira (10/06) que escolheu o deputado Fábio Faria (PSD-RN) para comandar o Ministério das Comunicações devido à aproximação dele com a família de Silvio Santos. Ele negou, contudo, que tenha sido indicação do Centrão. O parlamentar é genro do dono do SBT, casado com a apresentadora Patrícia Abravanel.

“Vamos ter alguém que, ele não é profissional do setor, mas tem conhecimento até pela vida que ele tem junto à família do Silvio Santos. A intenção é essa, é utilizar e botar o ministério pra funcionar nessa área que estamos devendo há muito tempo uma melhor informação”, disse o presidente em frente ao Palácio do Alvorada.

Bolsonaro reforçou ainda que a escolha pelo nome de Faria não ocorreu por meio da aliança com o Centrão e que tampouco foi um “acordo”. Ele justificou que “nem se lembra” do partido do deputado e que a aceitação dos aliados dele foi “excepcional”, porque o genro do Silvio Santos “sabe se relacionar”.

“Nós não temos nada, pessoal tá atacando: ‘Centrão’. Eu nem lembro qual o partido dele. É um deputado federal. Que tem um bom relacionamento com todos. Ele entrou em contato ali com várias lideranças partidárias, foi decidido agora, tanto é que ninguém ficou sabendo”, acrescentou.

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Bolsonaro anunciou, nessa quarta, em uma postagem no Facebook, a recriação via medida provisória do Ministério das Comunicações. A pasta foi desmembrada do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A Ciência por enquanto continua nas mãos de Marcos Pontes.

Perfil

Apesar de relativamente jovem em relação aos colegas de Câmara (42 anos), Faria é um político experiente, que está na Casa desde 2007. O parlamentar já atuava como conselheiro informal de Bolsonaro e costumava almoçar com ele no Palácio do Planalto com alguma regularidade, fato que compartilhava nas redes sociais.

O deputado e futuro ministro também já foi citado em delações por executivos da J&F e da Odebrecht, acusado de ter recebido supostos repasses ilegais.

Os depósitos teriam sido feitos também ao pai dele, ex-governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria para favorecer ilegalmente contratos da empresa no estado. O inquérito sobre o caso, contudo, foi arquivado.