Itamaraty: assessor de Trump deu informações falsas ao solicitar visto

Ministério das Relações Exteriores declarou que a revogação foi motivada pela razões dadas Beattie ao solicitar o visto

atualizado

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Departamento de Estado dos EUA/Divulgação
Darren Beattie, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA
1 de 1 Darren Beattie, alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA - Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, nesta sexta-feira (13/3), que o visto do assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, foi revogado. Segundo o Itamaraty, o norte-americano apresentou “omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita” ao Brasil.

O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, justificou a pasta.

Nesta sexta-feira (13/3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que Beattie estava proibido de vir ao Brasil e citou a suspensão do visto por parte dos Estados Unidos de ministros brasileiros e seus familiares.

“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado”, disse Lula.

Pedido de visita ao Brasil

A visita de Beattie ao Brasil foi revelada nesta semana, depois que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o diplomata visitasse o ex-presidente na Papudinha, onde ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

O pedido chegou a ser aceito pelo ministro Alexandre de Moraes, que pediu informações ao Itamaraty sobre a visita de Beattie ao Brasil. Dias após a autorização, Moraes reformou a decisão e alegou ter recebido do Itamaraty a informação de que o diplomata não tinha agenda diplomática no Brasil e que seu visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado.

Além de Jair Bolsonaro, Beattie também penejava visitar o líder da oposição na câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), conforme revelou o Metrópoles na coluna Milena Teixeira. A viagem passou a ser interpretada com intenção política e de interesse em assuntos internos do Brasil.

Nesta sexta, Lula elevou o tom contra o diplomata norte-americano e declarou que o assessor estava proibido de vir ao Brasil. Mais tarde, o Palácio Itamaraty confirmou a revogação do visto do funcionário de Donald Trump.

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