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Brasil

Islândia rejeita retomar negociações para adesão à União Europeia

Resultado apertado reflete preocupação com soberania e setor pesqueiro. Governo diz que decisão será respeitada

30/08/2026 08:25
iStock
Imagem colorida de bandeiras azuis com estrelas amarelas da União Europeia, dispostas uma ao lado da outra, tremulando, com um prédio ao fundo - Metrópoles

A Islândia rejeitou retomar as negociações para adesão à União Europeia (UE) após referendo realizado no sábado (29/8). Com participação elevada, cerca de 52,8% dos eleitores votaram contra a reabertura das conversas, enquanto 47,2% foram favoráveis.

A consulta não tratava da entrada imediata no bloco, mas da retomada de negociações suspensas há mais de uma década. O resultado deve manter paralisado o debate sobre a integração europeia no país.

O principal ponto de resistência entre os eleitores foi o temor de perda de controle sobre o setor pesqueiro, responsável por cerca de 40% das exportações islandesas e considerado estratégico para a economia local.

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Já os defensores da reaproximação com a UE argumentavam que o país poderia ganhar estabilidade econômica, com menor inflação e custos de financiamento, além de reforçar a cooperação internacional em temas como segurança e clima.

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O referendo expôs divisão geográfica, enquanto a capital, Reykjavik, concentrou maior apoio à retomada das negociações, áreas rurais votaram majoritariamente contra.

A primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, que apoiava a realização da consulta, afirmou que o governo respeitará o resultado.

A Islândia solicitou adesão à UE em 2009, durante uma crise financeira, e iniciou negociações em 2010. O processo foi suspenso em 2013 e abandonado depois.

Mesmo fora do bloco, o país mantém integração com a Europa por meio do Espaço Econômico Europeu e do acordo de Schengen, que garantem acesso ao mercado comum sem participação formal na União Europeia.