Investigado no STF por racismo, Weintraub volta a provocar a China

Ministro utilizou as redes sociais para criticar a parceria de João Doria com um laboratório chinês para produção de vacina contra Covid-19

atualizado 12/06/2020 17:47

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a provocar a China em uma publicação em sua conta oficial do Twitter. Nesta sexta-feira (12/06), ele publicou trecho de um vídeo no qual o governador de São Paulo, João Doria, anuncia, em coletiva de imprensa, uma parceria com o laboratório chinês Sinovac para a produção de vacinas contra o coronavírus.

Veja:

Alguns internautas utilizaram o espaço para criticar o governador paulista. “Alguém avisa para o Bolsonaro trocar o comando da PF de São Paulo”, afirmou uma seguidora. “Vendendo São Paulo! Não faz nem por debaixo dos panos mais”, disse outra.

STF

Em 4 de abril, o ministro utilizou uma imagem da Turma da Mônica e escreveu, tentando imitar os erros de português do personagem Cebolinha, para insinuar que a crise do coronavírus seria uma espécie de “plano infalível” de dominação mundial.

A linguagem do personagem foi utilizada para ironizar o modo como muitos asiáticos falam português. O episódio rendeu uma abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se Weintraub cometeu crime de racismo.

Na última semana, o chefe da pasta da Educação compareceu à sede da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento no inquérito em que é investigado por suposto racismo contra chineses. Ele ficou no local por cerca de 20 minutos, onde respondeu às perguntas por escrito.

Medida Provisória

No momento em que Weintraub criticava os chineses no Twitter, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), devolvia a medida provisória que autorizava o ministro da Educação a nomear reitores de universidades federais. 

O senador afirmou que cabe a ele “não deixar tramitar proposições que violem a Constituição Federal”. Alcolumbre ressaltou ainda que “o Parlamento permanece vigilante na defesa das instituições e no avanço da ciência”.

O ministro Weintraub não se pronunciou sobre a devolução da MP ao Executivo federal.

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