Interrompida por Dino, Cármen reage: “Nós ficamos 2 mil anos caladas”

Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro foi retomado nesta quinta-feira (11/9), com voto da ministra Cármen Lúcia

atualizado

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Carlos Moura/SCO/STF
A ministra do STF Cármen Lúcia
1 de 1 A ministra do STF Cármen Lúcia - Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, foi interrompida durante seu voto no julgamento que analisa a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados em uma suposta trama golpista, na Primeira Turma da Suprema Corte. Na ocasião, a ministra falava sobre um livro, quando o ministro Flávio Dino pediu a palavra.

“Ministra Cármen, Vossa Excelência me concede um aparte?”, interrompeu o magistrado. A  ministra, então, pediu que a intervenção do ministro fosse rápida.

Ela disse: “Todos [podem falar], desde que rápidos, porque também nós mulheres ficamos dois mil anos caladas e queremos ter o direito de falar”, respondeu a ministra. “Mas, concedo, como sempre. Está no regimento do Supremo, debate faz parte dos julgamentos. Tenho o maior gosto em ouvir, eu sou da prosa”, prosseguiu.

Veja o trecho:


O julgamento do ex-presidente e outros sete réus foi retomado por volta das 14h desta quinta-feira (11/9). O placar geral está em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro.

Acompanhe:

O relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino votaram a favor da condenação de todos os acusados, enquanto Luiz Fux divergiu e absolveu a maior parte dos réus, incluindo o ex-presidente. Nesta quinta-feira, após Cármen Lúcia, quem vota é o presidente da Turma, Cristiano Zanin.

A condenação depende de maioria simples, ou seja, três dos cinco votos. Se Cármen Lúcia se alinhar a Moraes e Dino, a maioria já estará formada, independentemente da posição de Zanin. A mesma regra vale para a absolvição de Bolsonaro, que segue em aberto, diante da configuração do placar.

 

Veja quem são os réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista:

  • Jair Bolsonaro: apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como líder do grupo, teria comandado o plano para se manter no poder após ser derrotado nas eleições.
  • Alexandre Ramagem: acusado de disseminar informações falsas sobre fraude eleitoral.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição da trama em reunião com militares.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, guardava em casa uma minuta de decreto para anular as eleições.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, participou de transmissão ao vivo questionando urnas eletrônicas.
  • Mauro Cid: delator do caso e ex-ajudante de Bolsonaro, participou de reuniões e trocas de mensagens sobre o golpe.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, teria apresentado a comandantes militares um decreto de intervenção redigido por Bolsonaro.
  • Walter Braga Netto: único preso, acusado de financiar acampamentos golpistas e de planejar atentado contra Alexandre de Moraes.

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